Usando Aspas

Simples: feita com o sinal do apóstrofo (‘);

Duplas: (“)

Quando se aplicam as aspas

1. Em transcrições ou citações:

O político Maurício Cardoso disse certa vez: “Uma hipótese é uma coisa que é e não é, mas que a gente gostaria que fosse só para ver como ela é, caso fosse”. (Maurício Cardoso)

O ponto final vai após as aspas, encerrando o período.

Já no exemplo:

“A diferença que existe entre convicção e preconceito está em que podemos discorrer sobre uma convicção sem nos zangarmos.”

O ponto final está compreendido pelas aspas, portanto vai antes delas. Igual orientação vale para os parênteses.

Em textos digitados, o itálico ou negrito substitui as aspas.

2. Há aspas simples quando uma citação está contida noutra: “Nos velhos tempos, ’escrever em papel grosso, em meia folha, era só para gente ordinária ou sem criação'; os tempos mudaram.”

3. Em palavras estrangeiras, expressões latinas, palavras grafadas erradamente, neologismos e gíria ainda não incorporada ao vocabulário: Ela escreveu “nóis” por nós.

“Pô!” é uma nova interjeição. Gosto dos “magrinhos”. Ele funcionou como escrivão “ad hoc”. As crianças ficaram no “playground”.

A tendência moderna é usar o itálico em vez de aspas. Mesmo os termos ou expressões latinos, no original, enquadram-se nesta regra: sui generis

Os termos estrangeiros já incorporados não precisam nem de um nem de outro. Exemplo: show, marketing.

4. Não existe motivo convincente para que se coloque entre as aspas apelidos, quando forem simples apostos:

Josefa Ramos, conhecida por Fafá.

É correto aspear ou pôr entre parênteses o apelido:

Lynette “Squeaky” Fromme tentou matar o presidente.

Lupicínio (Lúpi) Rodrigues, compositor.

5. Não se põem aspas em alcunhas das páginas policias ou locuções substantivas próprias, tais como: Foi detido ontem Mário Rodrigues Quintana, vulgo Bodão. Abril se inicia com a Semana Santa.

6. Aspas e destaque são coisas diferentes. Quando se quer dar destaque a uma palavra, é melhor pô-la em negrito ou itálico.

7. O uso das aspas é justificado quando indica ironia ou malícia: Falei ao “professor” Fulano. O tesoureiro pagou “por engano” o serviço do cunhado.

8. Põem-se aspas em títulos de artigo de jornal, crônica, de revista, capítulo de livro etc. Ou em itálico (ou negrito) em texto digitado: A crônica “Fabricante de Mães” está na “Folha da Região”.

9. Para suprir a repetição de palavras:

2 caixas de clipe.

5 ” de caneta.

10. Aspeiam-se as referências a elementos de textos ordenados ou articulados: No exemplo “a” o redator empregou aspas erroneamente ao escrever “BEM FALANTE”, já que as palavras estão em caracteres maiúsculos. Não devemos grifar nem aspear os exemplos: Vamos pingar os pontos nos ii.

Escreva direitinho, com todos os efes e erres.

11. Na redação oficial, em transcrições com mais de um parágrafo, aspeiam-se o começo de cada parágrafo e o final do último.

l2. Não abuse das aspas para destaque. O efeito pode ser outro, porque o texto se transformará num verdadeiro matagal de aspas, anulando o objetivo pretendido.

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2 comments so far

  1. Nina on

    Vivendo e aprendendo! Eu empregava as aspas erroneamente.

    Beijo grande o.O

  2. Lenon on

    Cara, seu blog vai ser muito útil para mim…
    Sou péssimo em portugues! =DD

    valeu!


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