Cidades Brasileiras cujos Nomes têm Origem no Tupi-Guarani

tupiACAJUTIBA, (BA)

Nome em Tupi

aka’yú’tyba

significado

aka: ponta,: amarela: caju, + tyba: muito, quantidade. Abundância de cajus, cajueiros.

ACOPIARA, (CE)

a’kupê’ara

a-kupê: o lado de fora + ara – (substantivação). Copiara, copiar, copiá: o puxado do lado de trás ou de fora da casa, alpendre.

APIAÍ, (SP)

a’piá’y

apyába: homem + y: água, rio. Rio dos homens. Rio dos meninos.

APORÁ, (BA)

a’porã

a: alto, elevado, monte + porã, poranga: bonito. Monte bonito ou alto bonito.

ARACAJU (SE)

ará’cayú

ará: arara ou papagaio + acaju: caju, cajueiros das araras.

ARAÇATUBA(SP)

araçá’tyba

araçá: a fruta + tyba (tuba): muito. Muitos araçás, araçazeiros em quantidade.

ARAÇOIABA (SP)

ara’çoyaba

ara: sol, tempo + çoyaba: cobertura, anteparo. Nome dado ao chapéu e a morros parecidos com chapéu.

ARAGUARI (MG)

ara’guá’ry

ará: arara, papagaio + guá: vale, enseada + r’y: rio, água. Rio do vale das araras ou rio da morada dos papagaios.

ARAPIRACA (AL)

ará’pir’aca

ará = mirá: madeira + pira: casca + áca: solta, frouxa: árvore de casca solta

ARAPONGAS (PR)

Nome em Tupi

uirá’ponga

SIGNIFICADO

uirá: pássaro, ave + pong’: soar, fazer ruído. Característica desse pássaro, também chamado ferreiro, pelo tinido do seu canto.

ARARANGUÁ (SC)

arãr’anguá

arara + nguá: o vale, a baixada. A baixada das araras (ou papagaios), local que freqüentam. Alguns interpretam: ará’ranguá: o barulho das araras. Local onde se reúnem.

ARARAQUARA (SP)

arara’kuára

arara: o nome da ave + quara: toca, buraco, esconderijo. Morada das araras. Teodoro Sampaio diz ser barrancos perfurados pelas araras para extrair grãos de terra salitrosa, que comiam. Os araraquarenses apreciam a interpretação poética, para o nome da cidade: A morada do sol (ára: dia, sol + ra’koara). Vendo-se porém, que piraquara é: toca de peixe, jundiáquara: toca dos jundiás (peixes), jabaquara: esconderijo de fujões, tacuara: haste oca, furada, por que arara-quara, não seria o ecológico: morada, abrigo das araras? Fica à escolha.

ARAXÁ (MG)

ara’exá’ua

ara: o dia, o sol + exá: a visão, de onde se avista o dia, a paisagem. O planalto.

ARIRANHA (SP)

Irara’rãna

var.are’rã, ari’rãna: semelhante à lontra (irára). Arinhanha, animalzinho aquático bem menor que a lontra. Papamel.

ARUJÁ (SP)

uaru’yã

uaru’yã: quantidade de gurus, peixinho menor que lambari.

ATIBAIA (SP)

a’tib’aia

a: fruta+tyb’aia: lugar de muita fruta. pomar, lugar saudável. A interpretação condiz com o clima ambiental.

AVANHANDAVA (SP)

aba’nhandaba

aba: homem, gente + nhan’daba: a corrida do homem, onde se atravessa correndo: a cachoeira. Cachoeira do Tietê. Deu nome à cidade.

AVARÉ (SP)

abá’ré

aba: homem + ré: diferente, outro : nome que os índios deram ao padre, o missionário

BaturitÉ (CE)

Nome em Tupi

ybatr’etê

significado

ybytira:serra, morro + etê: serra por

excelência, a grande serra.

BAURU (SP)

ymyrã’rema

ybá:fruta+urú: cesto – cesto de frutas.

BERTIOGA (SP)

myri’ty’tama

paraty: a tainha+oka: toca, morada. A morada das tainhas (peixe do mar).

BIRIGÜI (SP)

ybá-urú

mbiru: mosca, mosquito, var. miry, miru.

+ i(miri) pequeno. Mosquitinho, maruim.

BOCAIUVA (MG)

paraty’oka

maca-úba:: nome de uma palmeira – coco macaúba. (bacaba:coco+yuba:amarelo): macaúba.

BOITUVA (SP)

mberu’i

boya:cobra+tyba: quantidade, muitos.Local onde havia muitas cobras.

BORÁ (SP)

mak’ayba

mel, resíduo amarelo, amargo, que se encontra nos alvéolos da colméia.

Borá: o som emitido pelo soprar entre as mãos unidas em concha, usado pelos índios.

BORBOREMA (SP)

mboy’tyba

sem habitante, lugar deserto. Também nome de uma serra da Paraíba, chapada de formação cristalina. Nome da cidade por alguma referência.

BOTUCATU (SP)

mborá

ibytu: vento, ar, nuvem + catú: bom. Bom clima, bons ares. Sua correspondente: Buenos Aires, cap. da Argentina.

BUERAREMA(BA)

por’por’eyma

birá, ybirá: árvore, madeira + rema: que tem mau cheiro, madeira fétida. Madeira usada em construção.

BURITAMA (SP)

ybytu’catu

burity: palmeira + tama, rama: terra. Terra dos buritis, buritizeiros.

13.499 hab., h. 6.753 – m. 6.746; área urb. 12.312, rur. 1.187 – 324km2.

GRAVATÁ (PE)

Kaa’rakua’tã

kaá: folha, planta, rákua: ponta, tã (antã) duro = folha de ponta dura, pontiaguda. O caraguatá, com as variações: gravatá, croatá, caroá.

GRAVATAÍ (RS)

kaá’rákua’tã

(v.gravatá) + y: rio, água: rio dos caraguatás.

GRUPIARA (MG)

kuru’ piara

curú: cascalho + piára: o que faz ou forma os cascalhos: a jazida (cascalhos entre as pedras). O garimpo, lavras.

GUAÇUÍ (ES)

suu’açú’y

suassú: veado (nas regiões do Sul: uassú) + y: água, rio, brejo. Rio ou aguada dos veados.

área urb.: 17.952, rur.: 5.868 / 456 km2.

GUAÍRA (SP)

kuá’y’rá

guá: enseada, o vale + y: rio, água +: o que impede. Onde não se pode passar. As águas da queda da cachoeira. Hoje se pronuncia Guaíra(guayra). Grafia correta é Guayrá.

GUAJARÁ-MIRIM (RO)

ua-yará-miri

guajará: árvore da amazônia + miri: pequeno. Rio e cidade do Estado de RO. Rio e baía de Belém do Pará.

Guapiará (SP)

kuá’ piára

guá: vale, baixada + piára: que faz ou forma a baixada. Corresponde a lugar avalado.

GUAPORÉ (RS)

y’kuá’por’é

(guarani) guá: vale, enseada + por’é: onde existe, onde se forma. Região dos vales e rios. Locais: RS e RO e rio do MT.

GUARÁ (SP)

uyrá

uirá: ave, pássaro. Nome da garça vermelha. a’u’ara o que devora. Nome do lobo ou cachorro do mato.

GUARAÇAÍ (SP)

ko’ara’cy

ko’ara: este dia + cy: mãe. Mãe deste dia ou mãe do dia. Nome que os índios tupis davam ao Sol.

Guarantã (sp)

iua’rantã

iuirá: árvore, madeira + antã: dura; rija. Madeira rija (árvore). Sin. pau-ferro.

GUARAPARi (ES)

uirá’pari

guará: a garça + pari: o cercado, o viveiro. Onde as garças buscam comida. Também nome de um arbusto conhecido, copiú.

GUARAPUAVA (PR)

uará’puaba

guará: lobo, cachorro do mato + puaba: o rumor, o latido. O latido ou uivar dos guarás.

GUARARAPES (SP)

uarará’pe

uarará: espécie de tambor + pe: no (local). Os tambores, semelhança do monte na região de PE, onde aconteceram as batalhas de Guararapes, contra os holandeses (1648-54).

GUARATINGA (BA)

uirá’ tinga

guará: garça + tinga: branca. Garça branca.

GUARATINGUETÁ (SP)

uirá’tinga’etá

guiratinga: a garça branca + etá, particula de plural. As garças brancas. As garças.

GUARIBA(SP)

ua’riua

ua’ra: o indivíduo + aíua: feio. Gente ruim. Várias espécies de macacos. Popular, guariba: macaca.

GUARUJÁ (SP)

ua’r’u’yá

uarú: o voraz, o comilão + : onde vivem. O viveiro, o hábitat dos guarus. Variedades de peixes fluviais. Uma espécie de sapo. Há os pequenos guarus dos rios e lagoas, conhecidos por barrigudinhos. Apelido dado a uma tribo de índios. Guarujá, cidade e praia turística na ilha de Santo Amaro.

GUARULHOS (SP)

ua’r’ú

O comilão (um peixinho) chamado barrigudo. Guaru apelido de uma tribo que ocupava os arredores de Piratininga, hoje a cidade de Guarulhos, vocábulo aportuguesado.

GUAXUPÉ (MG)

Kua’exu’pe

guá: toca, buraco + exu: abelha + pe: em (local). Abelha que faz o exu no buraco, na terra. Guaxupé: espécie de abelhas ou exu de abelhas.

GUIRATINGA (MT)

uirá ‘ tinga

guirá: pássaro, ave + tinga: branco. A garça.

GUIRICEMA (MG)

ui’ri’cema

uirí: espécie de peixe (xaréu) bagre + cema: a saída, a mudança. São peixes migratórios. A saída do bagre para a desova. Piracema.

GURINHATÁ (MG)

uirá’nhe’tã

Guirá: pássaro + ñhe-tã: de canto forte. Nome dado ao gaturamo. Var. guariantã, guriantã, guarantã.

GURUPI (TO)

kuru’p’y

curu: cascalho, pedregulho + pe: local + y: rio. Rio do cascalho, das jazidas de cascalho, mineração. Bela cidade do Tocantins, centro agropecuário.

IACANGA(SP)

y’acanga

y’acanga: y: água + acanga: cabeça, nascente = a nascente, a cabeceira

IBATÉ (SP)

i’baté

i-ibaté: o alto, o elevado, o morro.

IBIÁ (MG)

iby’ã

iby: terra+ã: alta = terra alta, elevada, a chapada. iby’ama: ladeira, barranco.

IBIRAREMA (SP)

ibirá’rema

ibirá: árvore + rema: de mau cheiro: madeira fétida, o pau d’alho.

IBITINGA {SP)

iby’tinga

yby: terra + tinga: branco = terra branca.

IGARAÇU (SP)

ygara’açu

ygara: canoa, barco + açú: grande = barca.

IGARAPAVA (SP)

ygara’apaba

ygara: canoa + apaba: estância, lugar. Porto, lugar onde ficam as canoas.

IGARASSU (PE)

ygara’açu

= ygaraçu: canoa grande, barco.

IGUATAMA (MG)

y’guá’tama

yguá: lagoa, lago + tama: lugar = lugar de lagoas, terra de lagos, alagadiços.

IGUATEMI (MS)

’guá’timbi

yguá: lagoa, enseada + temi: esverdeada, lago ou lagoa verde. Um rio do MT.

IJUÍ (RS)

y’juí

y: rio, água + juí: a rã = rio das rãs. yjuí: rã d’água, nome de uma espécie de rã.

IMBÉ (RS)

i’mbé,

uem’bé: nome de um cipó (do Caribe); var. ambé, guambé.

IMBITUBA (SC)

y’mbé’tyba

imbé: cipó + tyba: muito = cipoal.

INDAIATUBA (SP)

yinayá’tyba

indayá: espécie de palmeiras: anajá, najá, ndaiá, etc. + tyba: quantidade desta palma: indaial.

INHAPIM (MG)

y: rio, água + nhã: correr + pi: fino. Fio d’água, regato.

INIMUTABA (MG)

ini: rede de fios, rede de dormir + mutaba: ação de fazer, confecção: fabrico de redes. Lugar onde se tecem redes.

IPAMERI (GO)

y-pau: ilha+ mir: pequena = pequena ilha fluvial. Entre rios (GO).

IPATINGA (MG)

y’ pa(ba): lagoa + tinga: branca.

Lagoa branca.

IPAUÇU (SP)

y-pau: lagoa + açu: grande. Lagoa grande. Grande alagado.

IPEÚNA (SP)

y’pê: madeira de casca dura – ipê + una: escuro, preto. Ipê-roxo = y’pi’una: madeira de casca preta.

IPIRANGA (PR)

y: água, rio + piranga: vermelho. Água vermelha ou rio vermelho, barrento.

IPUÃ (SP)

y(pu): água que jorra+ ã: alto do alto: queda d’água.

IRAPUÃ (SP)

y’ra’puã

yra: mel + puã: redondo: abelha que faz casa de terra, arredondada. Irapuã, arapuá.

IRATI (PR)

y’ra’ti

yra: mel + tinga: branco, claro.

IRETAMA (PR)

y’retama

y: água + retama, lugar de = alagado, alagadiço, Irerê: marrecas + tama: lugar das irerês.

ITABERABA (BA)

itá’beraba

itá: pedra + beraba: brilhante = diamante, cristal.

ITABIRA (MG)

itá’pira

itá: pedra + pira (bira) erguida, empinada.

ITABUNA (BA)

itá’b’una

itá: pedra + pe: chata: laje: una: preta, também nome dado ao ferro.

ITACURUBA (PE)

itá’curuba

itá: pedra + curub: enrugado = pedra áspera, eriçada. Var. itacuruva.

ITAGUARA (MG)

itá’kuara

itá: pedra + kuara: oca, perfurada = Gruta. Itá + kuara: comedouro de pedra, cocho.

ITAJAÍ (SC)

itá’ya’y

itá: pedra + ya: muitas + y: rio. Rio pedregoso.

ITAJOBI (SP)

itá’ yiobi

itá: pedra + yobi: verde = pedra verde, esmeralda. Yobi: verde-azulado, azul.

ITAJUBÁ (MG)

itá’yuba

itá: pedra + yubá: amarela: ouro, metal amarelo. Mina de ouro.

ITAMARATI (MG)

itá’mberá’ty

itá’mbará: pedra clara, cristal + t‘y: rio = rio dos cristais ou diamantes. T. Sampaio diz ser: itá-mara-ty: rio das pedras soltas.

TANHANDU (MG)

itá’nhandu

itá: pedra + nhandu: ema (avestruz) e a aranha caranguejeira (nhã-du: que caminha duro). Pedra da ema, ou parecida com a ema.

ITAOCARA (RJ)

itá’ocara

itá: pedra + ocara: o terreiro, o pátio. O terreiro de pedras da taba.

km2.

ITAPETININGA

itá’pe(ba)’tininga

itá-pe: pedra plaina = laje + tininga: seco, enxuto. Pedras secas = local de pedras por onde atravessavam os que demandavam a cidade. São Paulo.

ITAPEVA (SP)

itá’peba

itá: pedra + peba: plaina, achatada: a laje.

ITAPEVI (SP)

itá’peb’y

itá: peba: laje + y: rio = rio das lajes ou do lajeado.

ITAPIRA (SP)

itá’apyra

itá: pedra + apyra: empinada, alta. O mesmo que Itabira.

ITU (SP)

y’tu

y: água + tu: queda = queda d’água, salto, cachoeira.

ITUIUTABA (MG)

itu’ytaba

itu: salto, cachoeira + ytaba: natação = o nado na cachoeira, local de nadar na cachoeira.

ITUVERAVA (SP)

itu’beraba

itu: cachoeira + beraba: brilhante, transparente, alva.

JACAREÍ (SP)

ya’caré’y

ya: o sujeito + caré: torto + y: rio dos jacarés.

JACAREPAGUÁ (RJ)

ya’caré’ypa’guá

yacaré’ypau’alagado + guá: enseada, lagoa. Baixada da lagoa dos jacarés.

JACIARA (MT)

ya’cy’ara

ya-cy: a lua (mãe dos frutos, mit.) ara: part. – yacyara: o luar, o que é da lua.

JAGUARÉ (ES)

ya’gua’ré

ya-guá: o que devora, a onça + : morada, esconderijo da onça. Yagua’ré: a onça diferente, verdadeira.

JAGUARIAÍVA (PR)

yaguara’y’aiba

yaguara: onça + y: rio + aíba: ruim, = rio da onça (aíva) o ruim, que não dá peixe ou navegação.

JAGUARIÚNA (SP)

yagur’y’una

yaguar’y: rio das onças + una: escuro, de águas turvas.

JAÚ (SP)

ya’una

ya: o indivíduo + ú (una): o escuro, o negro. Nome de um peixe de rio. Surubin é o pintado.

JUNDIAÍ (SP)

yundiá’y

yundiá: o bagre + y: rio dos bagres.

JUÇARA (GO)

yu’çara

yu: espinho + çara: o que dá coceira = nome de uma palmeira, cujos espinhos causam coceira. Nome de cidades da BA, CE e PR. Nome de pessoas.

MAIRIPORÃ (SP)

mairy’poranga

mairy: cidade (nome dado pelos tupis ao agrupamento dos franceses (mairy’reya)+ poranga: bonito. Cidade bonita. (Antiga Juqueri).

MANHUAÇU (MG)

mand’i’yu

mandi+yuba: mandi amarelo (peixe) + açu: grande (manjuba). Nome do rio e da cidade. T. Sampaio interpreta: aman’y: chuva + açu: grande.

MANHUMIRIM (MG)

mand’i’yu

mandi-yuba(mandyú) mandi amarelo + miri: pequeno. T. Sampaio interpreta: aman’y: rio da chuva + miri: pequena.

MAUÁ (SP)

mba’uã

mbaé: coisa + : alto, elevado = parte elevada de um local.

MOJI-GUAÇU (SP)

mboy’jy

mbboy: cobra + y: rio: rio das cobras + guaçu: grande.

MOJI-MIRIM (SP)

mboy’y

mboy: cobra + y: rio + miri: pequeno. Rio da cobra pequeno. Mboi-y: o rio cobra, que parece cobra.

MORUNGABA (SP)

poran’gaba

porang: bonito, belo + aba: beleza.

Morungaba: o marco, o limite, o sinal, de morõ’kaba.

NHANDEARA (SP)

yande’yara

nhandê (yandê): nosso + Yara: senhor.

NUPORANGA (SP)

nhu’poranga

nhu: campo + poranga: bonito. Campo bonito, campos belos.

PACAEMBU (SP)

paka’emby

paka: o acordado, desperto, atento a paca + yeby: o córrego, riacho. O córrego das pacas. Bairro de S. Paulo. Nome do estádio de futebol, oficialmente, Dr. Paulo Machado de Carvalho, inaugurado em 1940, pela prefeitura de SP. Conjunto poliesportivo.

PARACATU (MG)

pará’catu

para (opará) o mar em geral, rio caudaloso + catu: bom, navegável, piscoso. Rio bom.

PARAGUAÇU (MG)

pará’guaçu

pará: rio caudaloso + guaçu: o grande. Nome de rios, cidades e pessoas. Paraguaçu Paulista (mun.) homenagem a Catarina Paraguaçu, esposa do Caramuru (branco-molhado) Diogo Álvares Correa.

PARAIBUNA (SP)

pará’ayb’una

pará: rio + ayba: ruim (de peixe ou navegação) + una: escuro, águas turvas. O contrário: Paraitinga: rio de águas claras.

PARANAPANEMA (SP)

pará’nã’panema

pará: o mar + : semelhante, parecido + panema: ruim, imprestável. Rio grande de pouca utilidade.

PARANATINGA (MT)

para’nã’tinga

paraná: rio grande + tinga: branco, de águas claras.

PARANAGUÁ (PR)

pará’nã’gua

pará: o mar + : semelhante + guá: enseada, baía. Enseada semelhante ao mar. Guanabara = gua-nã-pará = enseada semelhante ao mar. (Composições invertidas).

PARANAVAÍ (PR)

para’nã’uá’y

paraná-uay = rio paranaguá. Paraná-guá-i (mirim) Paranaguazinho.

PINDAMONHANGABA (SP)

pindá‘monhãgaba

pindá: anzol + monhãgaba: a fabricação, ação de fazer. A fábrica de anzóis.

PIRACAIA (SP)

pirá’caia

pirá: peixe + cáia: queimado, frito.

PIRACANJUBA (GO)

pirá’acã‘yuba

pirá: peixe + acanga: cabeça + yuba: amarelo = peixe de cabeça amarela. O dourado.

PIRACICABA, SP

pirá’cyk’aba

pirá: peixe + sykaba: colheita, captura: pescaria.

PIRAPORA, MG

pirá’ pora

pirá: peixe + pora: o pulo, o salto de peixes. Acontecimento freqüente nesta cachoeira do Rio S. Francisco. A cachoeira de Pirapora.

PIRAQUARA, PR

pirá’kuara

pirá: peixe + kuára: toca, esconderijo. Esconderijos de peixes.

Pirassununga, SP

pirá’sununga

pirá: peixe + sununga: o barulho de peixes. Á margem do rio Mogiguaçu.

piratininga, SP

pirá’tining

pirá: peixe + tininga: seco. Os peixes secavam ao sol, após as enchentes do Anhangabaú.

sabará, RS

itá’berá

alteração para ta-bará – itá: pedra + berá (beraba) brilhante. O nome da histórica cidade mineira procede de Tabarabuçu (itá’berab’uçú) = a pedra grande brilhante, a serra das esmeraldas, o sonho dos bandeirantes. Sabarabussú, sint. Sabará.

SAPIRANGA (RS)

eçá’piranga

eçá: olho + piranga: vermelho. Olho vermelho, a popular dor de olhos.

SAPUCAIA (RS)

ya’çá’pukai

ya: fruto + eçá: olho + pukáia: saltado = fruto semelhante a olho saltado. Nome da árvore.

SOROCABA (SP)

sorok’aba

sorok: fenda, rachadura + aba: ação de. Escavação, fenda causada pelas enxurradas. De yby: terra + soroca: fendida, aberta, chamada bossoroca.

TABAPUÃ (SP)

taba’puã

taba: aldeia, cidade + puã: alta, elevada. Cidade alta ou no alto .

TABATINGA (SP)

tauá’ tinga

tinga: barro branco, argila. Taba-tinga: aldeia branca. Tabatinguéra (tauá’ting’uéra (bairro de São Paulo): a que foi jazida de argila, jazida explorada, extinta.

TAIAÇU (SP)

tãi’açú

tãi(tanha): dente + açu: grande. Nome do porco-do-mato caitetu, cateto. Taya’açu: Tajá: planta grande.

AIUVA (SP)

ta’ya’oba

taya (tajá) planta+oba: folha verde. Taioba, taiuba, taiuva.

TAQUARITINGA, SP

ita’kuar’i’tinga

tacua’ri: taquara fina, taquarinha + tinga: branca, esbranquiçada. Tacuar’y: rio das taquaras + tinga: branco, de águas claras.

TAUBATÉ, SP

taba’etê

taba: aldeia, cidade + etê: importante, grande.

UBERABA, MG

y’beraba

y’beraba: água brilhante, cintilante. Localizada á margem do rio Uberaba, afluente do rio Grande.

UNAÍ, MG

uná’i

uná: grão, semente + i (mirim) pequeno. Grãozinho, sementinha.

VOTORANTIM, SP

yby’ty’ran’ti

ybyty: terra, outeiro, ladeira + ty(tinga): branco. O outeiro ou a colina branca. Pequena cachoeira cidade próximas de Sorocaba.

VOTUPORANGA, SP

ybytu (ybotu, votu)’ poranga

botu: vento, ar, nuvem + poranga: belo, bonito. Nuvem bela. Bytyr’ (botu): colina + poranga: colina bonita.

fonte: Publicação da revista Ave Maria

 

About these ads

7 comments so far

  1. Ademivaldo Rocha Soares on

    PARAMIRIM – BA, minha cidade, também tem origem indígena:
    PARA = RIO // MIRIM = PEQUENO — então — PARAMIRIM = RIO PEQUENO

    Paramirim tem, na verdade, um rio com este nome, que nasce próximo ao Pico das Almas e desagua no Rio São Francisco, que cai no mar.

    Conheça Paramirim e descubra as maravilhas de seu rio, clima, povo, festejos (carnavalesco e junino). Venha nos visitar, pois estamos sempre contentes em te receber!

    Um grande abraço e parabéns pelo Blog!

  2. alex on

    q negossso chato eu quero saber como surgiram as cidades

  3. marcos moreas on

    significado da palavra PAECARA EM TUPI GUARANI

  4. PATRICIA on

    GOSTARIA DE SABER SE ALGUÉM SABE ME DIZER O QUE SIGNIFICA A PALAVRA GRAPIÚNA?
    SE QUE É UMA REGIÃO DA BAHIA, MAS QUERIA SABER O SIGNIFICADO MORFOLOGICAMENTE FALANDO.

    ATT;
    PATRICIA.

  5. samuel on

    Qual o significado da palavra apucarana em tupi-guarani?

  6. Aleixenko on

    ITAPURANGA – GOIÁS…

    Ficou fora da listagem

  7. BRUNO on

    oi gostei mto de site….vlw….ajudou mto


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 211 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: