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História da Língua Portuguesa
A “História da Língua Portuguesa“ é uma exposição itinerante que tem como objetivo suscitar um melhor entendimento do lugar que a nossa língua ocupa no mundo em que vivemos.
As Projeções da Língua Árabe na Língua Portuguesa
Quando se considera a influência árabe no português, o único aspecto que ressalta é o da contribuição lexical, porque, realmente, não há razões — não houve, pode ser que venha a haver — para suspeitar que qualquer coisa, na área do sistema do árabe para o português, haja aparecido. Admitiu-se, durante algum tempo, que certa aspiração que o espanhol apresenta pudesse, por acaso, haver provindo da forte influência árabe. Mas, para a língua portuguesa, essa hipótese jamais foi formulada. Na área da sintaxe, nunca se admitiu, em hipótese alguma, que algo pudesse haver vindo do árabe, nem para o português nem para o espanhol. O único arabismo ou semitismo sintático que nós temos é, evidentemente, de influência bem tardia e extra-contato. É o caso de Rei dos Reis, Cântico dos Cânticos, um tipo sintático tão integrado dentro da língua árabe, dentro do hebraico, dentro do aramaico, que, no Ocidente, passou a existir como uma expressão de torneio sintático sui generis, mas extensiva a todas as línguas de cultura ocidental. Não se trata, por conseguinte, de um arabismo específico do árabe para o português. É fato estilístico, talvez até posterior àquele contato, talvez até expressão estilística de língua de cultura altamente elaborada.
Então, entre o árabe e o português, os únicos elementos evidentes constituem uma relação do tipo lexical. Entretanto, a partir do momento em que passamos a preocupar-nos muito com o trânsito de uma língua natural para uma língua de cultura, imediatamente começamos a ver que algo se havia passado nesse entrelaçamento das línguas de cultura, da árabe e da cristã; algo, aliás, de transcendente importância se havia passado na Península Ibérica. Porque, quando fazemos a análise do vocabulário do português como língua natural, vale dizer, quando fazemos a análise da emergência daquele sistema românico que se foi, aos poucos, transformando numa das línguas românicas, temos que, como termos básicos, o acervo primitivo do português não vai além de três mil a três mil e duzentas palavras. E por que não vai? Por tratar-se, efetivamente, de uma língua natural. Em que sentido era língua natural? No sentido de que era uma língua com que não se pretendia fazer as elaborações de cultura que somente a instituição da escrita iria permitir.
Museu da Língua Portuguesa
O Museu da Língua Portuguesa de São Paulo expõe palavras vivas, sem nenhum livro. Reportagem mostra origem da língua e público interage com as obras que estão em todos os ambientes, até no banheiro. Dando uma passadinha por São paulo vale a pena conhecê-lo.
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