Distinção entre Vocabulário e Dicionário

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Era preciso, por um dispositivo legal, que a Academia Brasileira de Letras lançasse no mercado o seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, esgotado desde 1985. Isso foi feito agora, numa coedição com a Imprensa Nacional, dispondo o documento de cerca de 360 mil verbetes, 6.242 dos quais, novos. O VOLP é polêmico – e é isso exatamente que se deseja, para que ele possa ser aperfeiçoado pela ABL a cada ano.

Vocabulário ou dicionário?

Até Machado de Assis, no conto intitulado Dicionário, fez confusão entre os termos. Mas é preciso esclarecer: o vocabulário traz apenas a grafia correta da palavra e a sua categoria gramatical; o dicionário, mais completo, traz a palavra, a categoria gramatical e o seu significado. O Dicionário do Aurélio, que é o mais famoso de todos, contém 140 mil palavras.

Palavras estrangeiras

Há inúmeros vocábulos de origem estrangeira hoje adotados pelo Vocabulário da Academia. A explicação (lógica) da Comissão de Lexicografia da ABL, constituída de eminentes filólogos, é bem simples: nos tempos de globalização, como desconhecer expressões que são usuais, como hardware, software, internet, intranet e output?

Por que deletar?

Dentro desse critério, a palavra deletar, que já constava de diversos dicionários, encontrou guarida no VOLP. Não foi o caso de printar. Ela não foi acolhida pelos brasileiros porque pode ser simplesmente substituída por imprimir. Se há uma boa palavra em nossa língua, com o mesmo significado, por que forçar a situação?, explicou-nos o professor Antônio José Chediak, coordenador-geral do trabalho agora trazido a lume.

Sabe-se que o Imperador D. Pedro II, a poeta Cecília Meireles e muitos religiosos são fãs da língua original da Bíblia. Feito um criterioso levantamento pela Comissão de Lexicografia, com a ajuda do rabino Sérgio Margulies, chegou-se ao total de 16 palavras a serem inseridas no trabalho. Para uma comunidade de 140 mil membros, como é a israelita, o número não é dos mais expressivos.

Entraram verbetes como Chanuká (festas das luzes), bris (circuncisão), chalá (tipo de pão), tsedaká (uma boa ação, no ideal de justiça), gefiltefish (bolinho de peixe, doce ou salgado) e shofar (instrumento que é utilizado em cerimônias religiosas, especialmente para anunciar o ano novo judaico).

Colaboração

A Academia Brasileira de Letras mantém em plantão permanente a sua Comissão de Lexicografia. Está elaborando a terceira edição do VOLP, para sair possivelmente até o final deste ano. Por isso, aceita a colaboração do público, com a sugestão de verbetes a serem incluídos.

Correspondência para:
Academia Brasileira de Letras – Comissão de Lexicografia –
Avenida Presidente Wilson 203 – 4º andar – Centro – Cep 20030-021
Rio de Janeiro – RJ

Fonte: Projetos de acessibilidade do NCE/UFRJ
http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/vcdc.htm

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