Senhora e Dona

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Senhora

  • Substantivo: significa dona ou proprietária da casa, mulher nobre, mulher adulta ou casada, mulher indeterminada (“Uma senhora passou por aqui”)
  • Pronome de tratamento: forma cortês ou cerimoniosa de se dirigir a uma mulher casada ou de mais idade que o falante (“A senhora pode esperar um pouco?”)

Equivalente masculino em ambos os casos: senhor (“Um senhor passou por aqui” ou “O senhor pode entrar”).

Dona

  • Proprietária (“A dona da loja saiu há pouco”); em alguns casos: dama, senhora, mulher, moça. Equivalente masculino: dono.
  • Título honorífico, ou simplesmente um título que antecede o nome de qualquer mulher adulta a quem se deseja demonstrar cortesia, deferência ou respeito: “Dona Estefânia, posso falar com a senhora um minutinho? Acertamos o negócio com (a) Dona Moira Alcântara” Observe que, neste caso, dona (abreviatura D.) pode preceder tanto o nome de batismo quanto o nome completo: – Convidamos D. Ângela, nossa prefeita, para a cerimônia.

    – Convidamos D. Ângela Amin para a cerimônia.

Equivalente masculino: dom (abrev. D.), usado no Brasil apenas para dignitários da Igreja e pessoas da nobreza; ou senhor, abreviado Sr./sr., que também, em linguagem informal, se escreve seu, em razão de ser esta a pronúncia usual:

Seu Marcos, posso falar com o senhor um minutinho?

– Acertamos o negócio com o sr. Martendal Alcântara.

– Convidamos o senhor Aderbal da Luz, prefeito municipal, para a cerimônia.

 

Acontece que, talvez por cópia do inglês Mr. e Mrs. (que aliás só são usados com o sobrenome ou nome inteiro), começou-se a falar em a sra. Marcela chegou, a senhora Lígia esteve aqui, em vez do bom português brasileiro “D. Marcela chegou, (a) D. Lígia esteve aqui”.

Sendo assim, em casos formais é possível usar o título de “senhora” diante do nome completo – prenome e sobrenome – da mulher:

“Firmam o presente contrato a Sra. Marcela Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Antunes Felisbino”.

Ou, é claro:

“Firmam o presente contrato D. Marcela Antunes da Silva e seu advogado, Sr. Antunes Felisbino”.

No entanto, quero frisar que na linguagem técnica, como uma sentença, acórdão, parecer, contrato, esses antecedentes são totalmente dispensáveis, seja qual for a autoridade de que se reveste a pessoa aludida. Diga-se sem os parênteses: (o senhor) Marques de Sousa impetrou mandado de segurança contra ato da (senhora) prefeita municipal; …em face do réu, o (senhor) governador do Estado…; em 12/1/99 contratou (dona) Mirtes Silva; dispôs-se contra a testemunha, a (senhora) tesoureira da Câmara, (D.) Maria do Socorro Alameda.

fonte – M. T. Piacentini

 

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