Acordo Ortográfico entra em Vigor em 2008

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Veja algumas mudanças com as novas regras ortográficas:

•• As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiro terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.
•• Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.
•• O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
•• Alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.
•• O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).
•• Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”.
•• Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”.

Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o o Acordo Ortográfico e também o Protocolo Modificativo ao texto, aprovado em julho de 2004, em São Tomé e Príncipe, durante a Cúpula dos Chefes de Estado e de governo da CPLP.
O Protocolo permitiu que o Acordo vigorasse com a ratificação de apenas três países, sem a necessidade de aguardar que todos os outros membros da CPLP adotassem o mesmo procedimento.

fonte: Gazeta do Sul/Jornal Mundo Lusíada/Lusa

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54 comentários em “Acordo Ortográfico entra em Vigor em 2008

    Roger disse:
    12 abril, 2007 às 10:27 pm

    Que maravilha! Como gostaria que isso tivesse acontecido quando eu estava na quinta série.

    Kaka disse:
    13 abril, 2007 às 4:47 am

    Sendo sincera, de verdade?
    Acho que algumas mudanças são realmente necessárias, mas algumas ficaram bem esquisitinhas!
    Acho que o acento deveria continuar na palavra pára (no verbo). Sei lá, acho que fica mais enfatizado o ato de parar!
    Agora, tirar os acentos de “heróica”, “assembléia”, “idéia”… Com essas eu fiquei triste, sem acento parece outra palavra!!!

    Bom, é isso… Adorei o blog, vou linkar no meu ok?!

    Grande beijo! E parabéns pelo bom gosto do blog!

    Margarete disse:
    14 abril, 2007 às 10:39 pm

    As novas mudanças poderão ajudar a se entender melhor a Língua portuguesa falada em outros paúses que querem aprender nosso idioma, pois é um dos mais difíceis de se apremder por causa de nossa gramática. As regaras são muitas dificultando o aprendizado. Para nós brasileiros não é fácil aprender tantas regrinhas, imaginem para os estrangeiros.
    Espero que também esta mudança contribua para que nossos alunos consigam errar menos na escrita, uma vez que haverá menos acentos ,tremas, etc…
    “Afinal porque complicar, não é mesmo, nós sempre fazemos e aceitamos tudo pelo “país” “.

    Jocelia disse:
    29 abril, 2007 às 11:27 am

    Olá!

    adorei esse Blog e vou apresentar aos meu alunos de português como língua estrangeira!
    Beijos

    JOSÉ disse:
    10 maio, 2007 às 1:31 pm

    Que bom, agora o tempo que usávamos para decorar regras, utilizaremos para aprender fórmulas. Será que escrevi certo?

    WagMei disse:
    18 maio, 2007 às 11:24 pm

    Acho que não só estas regras deveriam ser mudadas, mas também aquela babosera toda sobre o uso da crase e o uso dos “porques”, ou é “porquês”? E também um monte de outras regras idiotas que só servem para confundir a cabeça do falante.

    Professor Wagner – Língua Portuguesa.

    Hugo disse:
    1 junho, 2007 às 7:49 pm

    Infelizmente ainda não ratificamos o acordo em Portugal. Mas se o Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe começaram, Portugal terá de ir pelo mesmo caminho. Abaixo consoantes mudas desnecessárias!!!

    Nicole disse:
    8 junho, 2007 às 11:25 am

    Oi
    voltei nesse post pq vi na globo (internacional) que se deve escrever tranqüilo ao invés de tranquilo! sempre escrei tranquilo e nunca fui corrigida! qual é o certo?

    Joel T Reis disse:
    14 junho, 2007 às 11:22 pm

    Não contem com Portugal para o acordo entrar. Em Portugal estamos fartos de novas terminologias e agora este acordo seria a gota de água.
    Não sei porque insistem porque, por mim, continuarei a escrever da mesma maneira como escrevi até agora.

    Isso é só o Brasil a pressionar Portugal a ver se consegue entrar no Mercado português com mais facilidade. naaaaaaaaaaa

    Márcus Vinícius disse:
    18 junho, 2007 às 7:11 am

    Nosso amigo português, que disse que o Brasil deseja pressionar Portugal a fim de entrar em seu mercado mais facilmente, parece não conhecer a América mesmo. Alguém poderia informar a ele que temos um mercado interno que conta com mais de 180.000.000 de consumidores. Quantos habitantes há lá na terrinha mesmo?
    Veja bem, amigo, você precisa entender que somos países irmãos, quer você queira ou não. Entre no nosso clima, una-se aos brasileiros. Somos todos a mesma matéria. Uma ortografia única irá fortalecer-nos perante o mundo. Nossa língua só tem a ganhar em projeção internacional. Parabéns por ter uma opinião, embora eu não concorde com ela. Um abração pra você.

    Alberto Ribeiro Jr disse:
    24 junho, 2007 às 4:36 am

    Oras, que papo é esse de unificar para haver projeção internacional! A língua que tem maior projeção internacional, o inglês, apresenta inúmeras diferenças entre a língua falada na Inglaterra e a falada nos Estados Unidos.
    Para que nós, lusofonos, tenhamos mais projeção, devemos nos preocupar com uma educação séria, não precisamos modificar, unificar as regras de acentuação. Temos que nos dedicar a compreender as diferenças e nos fazer entender dentro de nossas realidades. Não basta leis, precisamos de exemplos.
    Agora vamos dizer que quando os brasileiros pegam um texto com a grafia “acção” eles não entendem que está escrito “ação” ou que quando um português lê um texto brasileiro “úmido” ele não entende “húmido” ? Isto é hipocrisia, nos fazemos entender sim. Gostaria muito que os governantes tivessem maior interesse nas mudanças políticas, de seus atos e deixassem que as normas técnicas ortográficas tivessem tempo de se acomodar na mente dos falantes. No Brasil há muitas pessoas que ainda não se acostumaram com as últimas mudanças ortograficas de 1970. Gostaria muito que o Brasil não ratificasse este acordo. Ratificasse sim, um acordo de conduta séria, de não corrupção. Que a língua é algo vivo, todos nós sabemos. Contudo, estas mudanças não têm propósitos justos. Apoio os irmãos e vivamos as nossas diferenças e sempre nos respeitando.

    Alexandre Morais disse:
    8 julho, 2007 às 10:25 pm

    Em Portugal nao hà interesse por parte das pessoas para tal modificação. Além do mais, o acordo ortográfico é insignificante e concordo que quando se diz que é o Brasil a querer pressionar Portugal. O Brasil tem quase nada para mudar. Já viram a confusão que seria em Portugal mudar tantas palavras? Só são 1.6% mas são muitas na mesma.

    “Alguém poderia informar a ele que temos um mercado interno que conta com mais de 180.000.000 de consumidores.” Mas que raio isso tem a ver com o acordo ortgráfico? Portugal tem 10’000’000 de habitantes e são bem diferentes do povo brasileiro. Aliás, a nossa terrinha não tem os problemas que o brasil tem, por isso, mais respeito.

    Projecção internacional? isso é bom, mas da maneira como estão as coisas, só daqui a 100 anos.

    Irmãos, nós? Pelo amor de Deus… Deivam fazer uma radiografia a vós próprios ou fazer testes de ADN para ver o que temos de semelhante… Ironia…

    Por isso, não contem comigo.

    Márcus Vinícius disse:
    9 julho, 2007 às 4:14 am

    Eh, já vi que é melhor que a discussão seja realizada apenas entre profissionais da língua, pois eles, sim, entendem do assunto e podem tratar do mesmo sem apelar para as condições sociais de cada nação, como fez nosso amigo, ao dizer que a terrinha não tem os problemas que aqui temos. Já há até quem não entenda que “terrinha” é um termo carinhoso que os brasileiros usam quando se referem a Portugal. Talvez não falemos de fato a mesma língua. Algo estranho também é querer fazer um teste de ADN (DNA) para provar que brasileiros e portugueses são diferentes. É CLARO QUE SÃO, E MUITO!!! Nosso povo é, como todos sabem, uma mistura entre africanos, índios, portugueses, italianos, ucranianos, alemães e outros que para cá vieram tentando “fazer a América”; os portugueses são europeus puríssimos (se é que devemos ignorar o fato de estarem repletos do sangue forte dos mouros que durante tanto tempo habitaram a Península Ibérica). Isso, todavia, nem deve ser posto em discussão. Muito bem, quero finalizar dizendo que a NOSSA língua merece ter uma ortografia oficial única. No início, os estudantes estranharão alguns vocábulos, o que é natural, mas são inteligentíssimos tanto no Brasil quanto em Portugal. Adaptar-se-ão num piscar de olhos, desde que os professores sejam suficientemente competentes para ensinar-lhes as novas regras. Desejo, ainda, dizer que o meu respeito por Portugal é imenso. Eu sei que a terra é muitíssimo digna de admiração e nunca sequer insinuei o contrário. Nós, brasileiros, somos muito amigáveis, mesmo com aqueles que mais nos tiraram do que nos deram. Não guardamos rancor, contudo, e é por isso que somos tão bem recebidos em qualquer parte do mundo. Muitos de meus colegas daqui também são contrários às modificações e pensam que eu estou errado ao desejar uma aproximação lingüística com nossa ex-metrópole, mas eu ainda penso que a união faz a força. Vou guardar sua opinião e analisá-la mais minuciosamente, caro amigo. Ela, sem dúvida, tem grande valor. Abraço.

    Alexandre Morais disse:
    13 julho, 2007 às 9:34 pm

    Está bem, peço desculpa, não sabia dessa expressão “terrinha”. Só um reparo: você afirma que esta discussão só deve ser feita através de pessoas especialistas nessas mateiras, porém, você tem que saber que é o povo comum que irá ser afectado com essas mudanças. Muitos professores de Português aqui em Portugal perguntam porque é que o acordo tem que ser assim? Porque é que nós em Portugal temos mudar de “actualizar” para “atualizar”? A resposta óbvia seria: consoantes mudas. Mas isso não é bem verdade. A maioria da população diz “actualizar”, como em facto (fato é uma peça de vestuário). Unir o Português é algo utópico porque as demais variantes já estão de tal maneira diferente que torna-se muito difícil unir. Mas acho que unir o Português seria uni-totalmente. Isso é que a maioria das pessoas pensam.

    Alexandre Morais disse:
    26 julho, 2007 às 2:35 pm

    Oops peço desculpa pela útlima frase. Queria dizer que unir o Português seria uni-lo de cima abaixo, ou seja, seria necessário muito mais que um acordo ortográfico.

    Márcus Vinícius disse:
    29 julho, 2007 às 7:34 am

    Agora sim, Alexandre, você está se mostrando um rapaz maduro e bastante inteligente, ou seja, está apresentando um argumento dentro da discussão de modo claro e cortês. Veja bem, por favor: segundo o acordo, só serão eliminadas de uma vez por todas aquelas consoantes que não são pronunciadas por mais ninguém que fale nossa língua e que resistem na escrita somente por causa da tradição. Um bom exemplo seria o da própria palavra “actualizar”. Como, segundo você, a maior parte da população portuguesa ainda emite o fonema /k/ no vocábulo em pauta, os dicionários teriam, obrigatoriamente, de registrar duas formas válidas (atualizar e actualizar). Não há uma imposição da norma brasileira, como alguns imaginam. Assim como muitos professores lusitanos estão indignados com o acordo, há no Brasil uma verdadeira aversão a ele por parte de certos docentes. É claro que as variedades brasileira e portuguesa são bastante diferentes, mas não tanto assim (a prova do que estou dizendo é que nós dois estamos conseguindo expor nossas idéias e “discutir” sem maiores problemas). Embora as divergências sejam notórias, não prejudicam nossa comunicação. Para terminar, gostaria de dizer que vocês portugueses nunca devem se irritar quando ouvirem um termo como “terrinha” ou outro qualquer que se refira ao povo daí. Nós, aqui, adoramos os lusitanos, até porque nossa população está cheia deles. Eu mesmo, apesar de ser descendente de italianos, tenho o sobrenome Vieira (Quer nome de família mais comum em Portugal do que esse?). O que eu acho é que uma unificação ortográfica vai nos tornar mais fortes. Não sei se você já leu mais sobre o assunto na Internet, mas tudo indica que o acordo já passará a vigorar em 2008, se tudo correr bem. Por aqui, reprovamos seu comportamento na outra mensagem ao falar dos nossos problemas sociais, conhecendo-os apenas por ouvir dizer nos noticiários. Além disso, soou muito preconceituosa a sua sugestão de que fizéssemos exames de DNA para que constatássemos quão diferentes somos de vocês geneticamente. Eu sei que há quem pense aí que somos um bando de selvagens, mas isso (garanto) não é verdade. O brasileiro é, majoritariamente, um povo honesto, civilizado, trabalhador e dedicado. Como disse, temos um grande contingente de negros e índios em nosso país – do que nos orgulhamos muito, diga-se de passagem – mas só quem nunca veio até aqui é que não sabe que somos portadores também de características físicas tão européias quanto as presentes em faces que desfilam em países do hemisfério norte. Contudo, eu entendo que seu comentário não passou de uma manifestação infeliz de sua revolta por ter compreendido mal o verbete “terrinha”. O importante é que nos unamos – faço questão disso. Continue defendendo o seu ponto de vista. Discussões como esta servem para melhorar nosso poder de argumentação e, por que não dizer, de redação. Um abraço.

    Fernando disse:
    4 agosto, 2007 às 5:52 am

    Acho que como parte dos falantes da língua portuguesa eu deveria ser consultado (assim como toda a população). Não há lógica em uma decisão que modificará algum aspecto da vida de 180.000.000 de brasileiros caber só a uma minoria.

    Sou contra o acordo. Acho que cada país deve ter suas individualidades, inclusive lingüísticas. As mudanças são fáceis, mas totalmente desnecessárias. Acho até falta de respeito alguém alfabetizado ter que “reaprender” a escrever por causa de um disparate arrogante desses…

    […] Saiba mais sobre a reforma aqui  […]

    Vasco disse:
    21 setembro, 2007 às 6:19 pm

    Espero que Portugal não demore a assinar o acordo! Já estou farto de escrever a letra “c” e “p” em palavras que não necessitam delas 😛
    É claro que podem ocorrer situações mais incómodas, por exemplo, eu digo “facto” e não fato, mas o que é isso comparado com a unificação da língua portuguesa?

    rodrigo grassmann disse:
    2 dezembro, 2007 às 7:40 pm

    tenho de fazer um trabalho sobre acordo ortografico nas ñ seui por onde começar.

    acordo entre os paises .[brasil]
    datas de quando começou até a atual.
    um exemplo de cada data de palavras que eram escritas de uma forma ,cmo elas eram ,como são e como serão em 2008/2009 . de todos os paises lusófonos.

    António Mota disse:
    25 dezembro, 2007 às 3:52 pm

    Se na época romana se tivesse assinado um acordo ortográfico, todos os países com línguas latinas teriam uma ortografia semelhante. Perder-se-ia a riqueza literária do francês, do italiano, do espanhol, do romeno e do português.
    O “c” e o “p” não são introduzidos no português por motivos utilitários. São sempre exigidos pela etimologia (latina ou grega) das palavras.
    Já agora, alguém me explica a diferença e respectiva etimologia, entre duas palavras que eu ouvi com frequência durante a minha permanência no Brasil e que nunca ninguém me conseguiu explicar: “liberar e libertar” ???

    Pedro disse:
    8 janeiro, 2008 às 9:28 pm

    Começo por dizer que eu estou completamente contra este absurdo, esta obscenidade linguística, e que nunca irei escrever como *artificialmente* me querem obrigar…

    Para já nem sequer houve (nem vai haver) referendo à população. É assim e pronto.
    Não sei se sabem, mas nas percentagens de modificações para cada país, o Brasil (0.45%) vai ter menos modificações do que Portugal (1.60%)… porque será? por termos menos gente? o que interessa isso?? e pequenos pormenores tal como *nós termos inventado a língua?* e a “aproximação” é apenas entre Portugal e Brasil, os outros PALOP não têm nada a acrescentar? pois claro que não………
    Isto é simplesmente mau demais para ser verdade.

    cada um devia seguir o seu caminho evolutivo. O Brasil (e não vale a pena falar dos PALOP, porque isto é apenas por causa do Brasil) tem as suas diferenças na ortografia devido a ter seguido um caminho próprio há vários séculos, e às influências de todos os outros povos que para lá foram, tais como italianos, alemães, africanos, etc. O trema ‘¨’ usa-se bastante na Alemanha, ora há muitos descendentes de alemães no Brasil, portanto suponho que seja por influência deles que se usa o trema; já o sotaque parece ser derivado da influência do italiano e do africano (…com alguma especulação da minha parte).
    Isto é apenas um exemplo que demonstra que o Brasil tem essa versão do português, porque sofreu muitas e *diferentes* influências do português europeu; logo parece-me estúpido esta aproximação artificial a uma língua resultante de influências que *nada* tiveram a ver connosco -já para não falar que fomos nós que inventamos a língua;
    não só parece estúpido, como também forçado, artificial, idiota e até surreal.

    E essa coisa da língua universal ajudar, é um mito. O português pode ser apenas uma língua, mas ter vários ‘sabores’, tal como o inglês e espanhol; não é necessário uniformizar nada. Se o intercâmbio cultural entre Portugal e Brasil não corre tão bem como o verificado entre a Espanha, Inglaterra, e respectivas ex-colónias de cada um, deve-se essencialmente a 2 razões: Portugal que não só tem vergonha de mostrar a sua cultura como não sabe impôr os seus direitos, e má vontade do Brasil em aceitá-la (o lobby anti-português ainda tem força, embora menos que no passado, e a mania de justificar a sua situação actual culpando os antepassados portugueses). Desculpem, mas é mesmo assim. Já conheci brasileiros simpatiquíssimos, mas é sabido que há outros que mal ouvem falar em Portugal o desprezo é tanto, que só não vomitam por acaso.

    Escrevi isto sem intenção de ofender ninguém e sem querer ser rude, sabendo que felizmente há muitos brasileiros que consideram isto uma estupidez das grandes, e que consideram muito mais lógico cada um seguir a sua variação linguística como se tem feito até hoje.
    Se houver evolução, que seja feita *naturalmente*, ao longo do tempo pelos povos, e não esta coisa forçada decidida apenas por alguns ‘iluminados’

    “Para em nome da lei” vai agora ter 2 sentidos….

    Sofia disse:
    17 janeiro, 2008 às 1:40 pm

    Esse acordo é uma vergonha e nunca vigorará em Portugal. Mesmo que tal aconteça, eu e muitos outros continuaremos a escrever da forma que sempre escrevemos e que aprendemos. A nossa língua é para ser preservada, e não para cair face a uma cambada de ministros incultos (que, provavelmente, não sabem escrever português correctamente). A união e cooperação entre os países de língua portuguesa não está vinculada com a forma como as palavras são escritas. Ela pode acontecer de qualquer forma.
    Eu vou lutar contra esse acordo e Portugal inteiro também vai!

    Alexandre Cunha disse:
    18 janeiro, 2008 às 7:18 pm

    Se é mesmo para aplicar o Acordo Ortográfico, então deve haver algo errado no titulo deste blog (a propósito de “Lingüístico”).
    A trema já saiu de uso no Português moderno há mais de 1 século. Vamos lá retirar esse elemento que neste momento só deve ser mesmo um detalhe de decoração.

    Ricardo Loureiro disse:
    20 janeiro, 2008 às 3:41 pm

    chamem-me vanguardista, mas sou um mero estudante universitário, na área das engenharias e vejo com muito maus olhos grande parte das alterações que serão impostas. A língua portuguesa é uma arte por si só. Os brasileiros falam-na de maneira diferente? Não interessa! Deve-se manter a nossa integridade! não tarda muito ficaremos com uma língua brasileira e não portuguesa!

    um bem Haja.

    Márcus Vinícius disse:
    18 março, 2008 às 6:57 am

    Jesus!!! Quanta gente desinformada sobre o Acordo, APENAS ORTOGRÁFICO da Língua Portuguesa. Gente, ninguém será obrigado a adotar as novas regras. Eu, por exemplo, acho o trema indispensável em palavras como lingüiça, Lingüística etc. Ele marca a pronúncia do U, respeitando a fonética. Contudo, posso decidir a continuar usando-o, mesmo após a adoção do tal acordo, desde que não o faça durante a prestação de um concurso público, a redação de um documento oficial, a realização de um teste escolar, a escrita de uma placa, a edição de um livro e por aí vai. Quem não quiser seguir o acordo que não o siga!!! O que não se pode negar é que o português do Brasil é imensamente mais rico, devido justamente à contribuição de diversas outras línguas. Além disso, é a variedade mais estudada por povos estrangeiros. Os ministros portugueses não têm nada de incultos, pelo contrário, são homens de visão que demonstram flexibilidade (VIRTUDE DAS MAIS ÚTEIS AO SER HUMANO). Se Deus quiser, logo teremos uma ortografia única, como a têm os países hispânicos e ingleses. Detalhe: sou professor de PORTUGUÊS e terei de reaprender a escrever. Nem por isso estou tendo ataques de nervos. Abraços.

    Lígia Furtado disse:
    19 março, 2008 às 5:24 pm

    Olá
    Sou Portuguesa e filha de Cabo – Verdianos e não concordo com o Acordo Ortográfico.
    Pois acho, ou será aho?

    E Subescrevo as belas palavras do nosso querido e sábio Poeta Fernando Pessoa

    E passo a citar :

    “Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

    Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m’a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.”

    Leonilde Rodrigues disse:
    30 março, 2008 às 6:37 pm

    Gostei de ler todas as opiniões. Nem todas redigidas em bom português, quer do Brasil quer de Portugal. Mas todas claras e explícitas.
    Não concordo que o português se deixe levar a reboque de alguns argumentos brasileiros descaracterizando a nossa língua-mãe.
    Enfim, cada cabeça cada sentença. E o ser humano tem uma grande capacidade de adaptação… Que seja para melhor…

    Entretanto, aproveito para usar gostosamente
    a minha língua actual .

    Leonilde Rodrigues disse:
    30 março, 2008 às 7:38 pm

    Já tenho mais de 70 anos.
    A ortografia que eu aprendi na escola primária era bastante diferente daquela que o meu pai aprendeu trinta e tal anos antes. Os meus filhos conheceram novas mudanças. Agora, os meus netos estão a “gramar” (este termo é calão, peço desculpa) com a TLEBS – Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário.
    Sabem o que é uma “amálgama verbal pessoa número”? Isto é um exemplozito do muito que por ali vai.
    Quem já percorreu um tão longo caminho tem de ficar nas calmas a pensar “que mais pode me acontecer?”(aqui, com sotaque brasileiro, que, aliás, acho muito gostoso). (Este termo tem mesmo pinta de brasileiro). Toda a gente dá e recebe, através dos tempos. Vamos intercambiar com lisura, com oportunidade, com um sorriso.

    Lara disse:
    30 março, 2008 às 7:47 pm

    Na verdade muita coisa mudará, mas há uma que me está atravessada na garganta. Deixaremos de ter homens com h e H “grande”?. Como vamos dizer então? Bom a não ser que esta palavra não faça parte das palavras “vítimas” dos maus tratos que as esperam. Bom, aguardemos, e o o tempo curará estas “feridas”. Contudo temos que ser flexíveis e se estivermos abertos às mudanças tudo se tornará mais fácil. E há uma coisa muito importante a ter em conta: quer portugueses quer brasileiros têm o direito de dar a sua opinião, mas não recorrendo a processos menos dignos e/ou discriminatórios. Somos, sim senhor, irmãos. Respeitemo-nos e saibamos reconhecer, também nos outros, sentimentos patrióticos.

    Alexandre Marlowe disse:
    9 abril, 2008 às 7:45 am

    Sinceramente, eu acho que o Brasil está esperando demais.
    Se três países já ratificaram o tal do acordo, pra quê esperar Portugal?
    Se o Brasil começar a usar a nova ortografia com os países que também a querem, Portugal logo assina. Vai perceber que o mundo só vai voltar os olhos para o Português brasileiro, por causa do maior número de falantes.
    Acho que o Brasil tem que declarar de vez a independência de Portugal e parar de ficar esperando as coisas serem decididas lá.
    Nada contra os portugueses, mas o governo é muito teimoso por lá. Por que não ceder logo à realidade dos fatos?
    Alexandre Marlowe.

    Bruno Santo-Rafael disse:
    12 abril, 2008 às 11:42 pm

    Sendo honesto também estou um pouco à nora com este novo acordo ortográfico que neste ano de 2008 entrará em vigor em muitos dos países de língua portuguesa. Mas compreendo que tantas mudanças afecta-nos a todos. A ortografia da minha avó é diferente da da minha mãe, e apesar das grafias serem diferentes consigo entender pois foi assim que aprenderam na escola. Fico triste por um lado com, se perder os p c mudos pois estes representam as nossas origens latinas, as origens do latim: optimus, óptimo, ótimo. Estamos a simplificar as palavras. Até concordo mas sou um pouco saudoso dos tempos idos de quando o povo Português percorreu o mundo. Por outro lado com o fim de certos acentos que só nos complicam, até me alegro um pouco.
    O tempo o dirá! Será por um lado mais fácil para todos os países de língua Portuguesa podermos escrever de igual modo, sem “darmos” “erros”.
    O que me dá animo é saber que todos os países ou pelo menos assim pensar, poderão “falar” ou seja “expressar-se” da maneira como sempre o fizeram. Palavras iguais, sintaxes diferentes, tendo em conta de que cada país tem influências diferentes devido às suas próprias culturas. E que os sotaques irão persistir.

    Rafael Ribeiro, Lisboa disse:
    19 abril, 2008 às 12:24 am

    Vou expressar-me no meu português, pois sei que todos me compreenderão tal como entendi todos os vossos comentários.
    Discordar acentos, consoantes, isto ou aquilo, traduz-se nas ligações afetivas que ainda temos pela grafia que automatizamos. Iguais à “pharmacia” que estranhava o meu avô escrever e que ao mesmo tempo a achava tão singularmente bela. Certamente, quando for bem velhinho, irei ouvir também, o quão estranho irá ser o meu “facto”, mantido talvez por não ter conseguido deixar morrer o “c” da minha oralidade.
    Das coisas que sempre me orgulhei, foi da grande beleza da nossa língua. Se é possível que de um país tão pequeno como Portugal, surjam tantas identidades diferenciadas em sotaque, como não podemos entender outras tantas traduzidas em escrita em países lusófonos?
    A Língua Portuguesa é de todos, é certo. Acusar Portugal de querer ser o único mentor da identidade da língua muito se deve à pouca abertura cultural que o Brasil tem para com o nosso sotaque. Assim, preconceitos de parte a parte levam ao distanciamento deste acordo linguístico.
    Quando navegamos nos mais variados sítios na rede, porquê diferenciar-se o Português Br e Português Pt quando afinal compreendemo-nos todos na nossa língua? Serão diferenças como as deste acordo que nos separam? Se uniformizar é orgulharmo-nos e unirmo-nos em torno da nossa pátria – a língua, ele é bem vindo! Cada um com o seu “açucar”… mas todos Português!

    Português orgulhoso disse:
    19 abril, 2008 às 6:21 pm

    Viva!

    Eu sou contra o acordo ortográfico.
    Razões:
    * Quem faz a língua são os escritores e não os políticos.
    * Querem uniformizar a ortografia porquê? Não nos percebem? Não seria melhor uniformizar a semântica? Não será a semântica que causa mais problemas na interpretação? Palavras como, puto, rapariga entre muitas outras que no Brasil significam coisas diferentes das que significam em Portugal. Se o problema é a compreensão o melhor não seria uniformizar isto, em vez da maneira como escrevemos?
    * Somos nós, os portugueses, que falamos português. Se os outros querem falar português que falem como nós. Ou então inventem uma outra lingua chamada de Brasileiro.
    * Isto é um problema “financeiro” que vem encapotado de aproximação entre dois países. Pois bem, os fabricantes de produtos têm que gastar o dobro do dinheiro em manuais de instrucções para Português e Brasileiro…. Quem diz manuais de instrucções, diz também livros, artigos, etc.
    * Querem uniformizar a ortografia, mas esqueceram-se da ortografia “mais importante” que seria a dos livros/artigos técnicos. Electron? Proton? Por causa disto sou incapaz de ler artigos científicos brasileiros, pois parece que estou a ler algo saído de um google translator em que metade das palavras estão em inglês (em mau inglês!).

    As minhas razões são estas. Queria no entanto deixar uns apartes sobre alguns comentários que li.
    1- Nos comentários há várias pessoas, principalmente brasileiros, que a língua portuguesa tem mtas “regrinhas”. Pois bem, isto parece discurso de quem não aprendeu a escrever bem, e que não quer aprender a escrever bem.
    2- Como é possível que um professor de Língua Portuguesa, que pelos vistos é Brasileiro, queixar-se que o Português é díficil? Essa pessoa não terá o emprego errado? E depois ainda vêm com exigências ridículas de maneira a facilitar a vida aos preguiçosos!
    3- O brasil tem 180 000 000 habitantes, e é o maior impulsionador do Português no Mundo. Mas isso está a mudar. Prevê-se que nos próximos anos a população que fale português em África chegue aos 40 000 000. Mais umas décadas e o que serão os 180 000 000 do Brasil?
    4- O brasil pode ter 180 000 000 de habitantes e o mercado pode ser um mercado grande… Mas o que é isso em relação à porta de entrada de mercado de 400 000 000? Aliás, o típico brasileiro, diz mal de Portugal, que Portugal é atrasado (apesar de o Brasil ser bem pior!) mas matam-se para cá entrar por causa da UE.

    EU NÃO ACEITO O ACORDO!

    Nuno Lopes disse:
    19 abril, 2008 às 11:37 pm

    Caríssimo Alexandre Marlowe:

    Caso não saiba, as alterações que o Português do Brasil vai sofrer já tinham, na sua grande maioria, sido estabelecidas no anterior Acordo, em meados do século passado ( mas só foram postas em prática no Português de Portugal e de África – a supressão do trema é um exemplo ).
    O problema é que em Portugal ninguém diz indenização, suntuoso,…, mas sim indemnização, sumptuoso,…

    Nuno Lopes disse:
    20 abril, 2008 às 10:32 pm

    Caro Alexandre Marlowe:

    Caso não saiba, as alterações que o Português do Brasil vai sofrer já tinham, na sua grande maioria, sido estabelecidas no anterior Acordo, em meados do século passado, mas apenas foram postas em prática no Português de Portugal e de África – a supressão do trema é disso exemplo.
    O problema é que em Portugal ninguém diz indenização, suntuoso,…, mas sim, indemnização, sumptuoso,…

    Julianacdc disse:
    26 abril, 2008 às 11:52 pm

    Eu estou com a maioria dos lingüistas do Brasil, nós não falamos português mas brasileiro.

    “A lei da evolução, de Darwin, estabelece que duas populações de uma espécie, se isoladas geograficamente, separam-se em duas espécies. A regra vale para a Lingüística. “Está em gestação uma nova língua: o brasileiro”, afirma Ataliba de Castilho.

    Há quem seja ainda mais assertivo. “Não tenho dúvida de que falamos brasileiro, e não português”, diz Kanavillil Rajagopalan, especialista em Política Lingüística da Unicamp. “Digo mais: as diferenças entre o português e o brasileiro são maiores do que as existentes entre o hindi, um idioma indiano, e o hurdu, falado no Paquistão, duas línguas aceitas como distintas.” Kanavillil nasceu na Índia e domina os dois idiomas.”
    ——————
    “No meu modo de ver as coisas, já é possível considerar o português do Brasil como uma língua românica de status igual ao do francês, do italiano, do espanhol etc.[…] Nenhuma língua, enquanto tiver gente falando ela, pode resistir às mudanças que ocorrem em suas estruturas com o tempo. Assim, passados 500 anos, tanto a língua de cá quanto a língua de lá se modificaram, cada uma delas numa direção, exibindo diferenças nessas mudanças, fazendo opções diferentes, escolhas diferentes. E a tendência, como indica o desenho, é à diferenciação sempre maior com o decorrer do tempo.”
    Marcos Bagno
    ———————
    “O português e o ‘vernáculo'(a língua falada pelos brasileiros) são, é claro, línguas muito parecidas. Mas não são em absoluto idênticas. Ninguém nunca tentou fazer uma avaliação abrangente de suas diferenças; mas eu suspeito que são tão diferentes quanto o português e o espanhol, ou quanto o dinamarquês e o norueguês. Isto é, poderiam ser consideradas línguas distintas, se ambas fossem línguas de civilização e oficialmente reconhecidas.”
    Mário Perini
    ——————-
    “É uma violência inútil ajeitar-se uma idéia a um molde inadequado que a comprime, que a machuca, que a deforma, somente porque esse molde assentava bem a essa idéia há 100 anos passados.É martírio para a mocidade que aprende e humilhação para o mestre inteligente que ensina, esse bilingüismo dentro de um só idioma – essa unidade exterior, de superfície, de duas línguas que se repelem, a língua que falamos e a língua que escrevemos. […]Nós, no Brasil, presos à gramática “portuguesa”, somos vítimas de uma desintegração dolorosa de nós mesmos. […]A língua brasileira, já ninguém discute isso, diverge da portuguesa;” Mário Marroquim
    ——————
    Sabe aquela história de que falamos português? Pois bem, segundo o lingüista Nicolau Leite, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo aquilo não passa de nhenhenhém. Como nossa língua pode ser portuguesa se ela é formada por 30 000 vocábulos indígenas e mais de 3 000 palavras trazidas pelos escravos africanos do tronco banto? Nicolau Leite acha que nosso idioma é mesmo o brasileiro e que é absurdo tentar unificar as línguas com normatizações. O português, no fundo, foi só a casa de fundação da nossa língua, que recebeu e continua recebendo influências de todos os lados, afirma.
    —————
    “Assim como o Português saiu do Latim, pela corrupção popular desta língua, o Brasileiro esta saindo do Português. O processo formador é o mesmo: corrupção da língua mãe.” Monteiro Lobato

    portuguesa disse:
    18 maio, 2008 às 3:27 pm

    Só falo do que sei e do que vejo. Estou em desacordo com o Acordo porque nenhum português o pediu. Portugal e Brasil são dois países completamente diferentes, em continentes diferentes, com climas diferentes, com dialectos diferentes, danças e costumes, gastronomia diferente. Relacionam-se num passado distante colonialista mas que já acabou. Tenho 24 anos, nasci e cresci em Lisboa e apenas ouvi falar no Brasil, pelos livros de Geografia, História e pelas telenovelas que os nossos canais publicos transmitiam. Não tenho nada contra brasileiros porque não tenho razão nenhuma para isso. A minha geração é livre de sentimentos colonialistas e foi só há bem pouco tempo que percebi como o ser humano tem sempre que arranjar conflito. Sentada numa carruagem de metro alemão ouvi o menino mais pequeno de uma familia brasileira sentada à minha frente dizer o quanto odiava Portugal. O Avó incomodado com as palavras do menino lá lhe disse “Isso não se diz”. Mal eles sabiam que a rapariga sentada mesmo em frente era portuguesa e tinha percebido a conversa toda. Acho curioso que esta opinião de Portugal/Brasil é o melhor, um presta e o outro não, mesquenhices e patoî que só leva a disputas infantis esteja tão acessa entre jovens brasileiros, segundo tenho lido em comentários no site do Publico.pt. Já não é a primeira nem a segunda vez que ouço quão grande é o Brasil e quão pequeno é Portugal, vindo de conversas entre brasileiros. Como disse só falo do que vivi, aqui (capital alemã), não é raro que me venham falar das colónias portuguesas em África, como fomos maus no Brasil.. o certo é que cada vez que algum alemão me aborda com tal temática. Olho-o e digo: Tenho cara de colonialista? Achas mesmo que estou interessada nesse assunto?. Continuo sem perceber como é que alemães que têm o holocausto como passado têm o descaramento de vir tentar “quadrilhar” sobre colonialismos portugueses como se eu própria tivesse embarcado e escravizado milhares de indivíduos no ano passado. É espantoso como a ânsia de se parecer intelectual leva pessoas não portuguesas, em tom de entendidas, a comentários como: “Sim o que Portugal fez em África…”. É o suficiente para me fazer levantar da mesa e deixá-los. Para quê? Falemos de futuro, bem estar e de como a política portuguesa têm de andar para a frente e ter um sentido de comunidade mais forte. Sistema de saúde e Qualidade na velhice, onde estão as pessoas com Alzheimer em Portugal? Hospitais com melhores condições? Falemos de questões práticas e problemas concretos. Deixem o Brasil em paz com o seu grande Desenvolvimento, Samba, Calor, Praias e com os seus grandes problemas também como Pobreza, HIV, Favelas… é tão grande .. e têm tanta coisa para organizar na suas própria casa ! Porquê estarmos a crer juntar assoalhadas? Em Angola, Moçambique a língua escrita e falada sendo ela o português ou outro qualquer dialecto aos poucos também se individualizará.
    Praticamente todos os meus colegas de escola estão a estagiar pela Europa e a crescer numa Europa multicultural onde sempre que podemos falamos Português. Todos eles estudam nas áreas mais diversificadas, deste Direito, Engenharia, Bioquimica, Arquitectura, Design… e somos todos muito bem sucedidos. E o portugês não está a morrer. Há que dar tempo ao tempo. Aflige-me ouvir novidades de casa (Portugal) como esta, não compreendo no que é que este Acordo vai ajudar à escrita e literatura portuguesa. A língua escrita no Brasil e Portugal está adaptada à língua falada. Aqui na faculdade pode aprender-se Português do Brasil ou Português de Portugal. Tão DIFERENTES! Acho riquissimo o vocabulário brasileiro e não compreendo como é que não se assume de uma vez por todas que hoje em dia há o Brasileiro e o Português separadamente! Tenho amigos alemães que falam brasileiro e só me compreendem quando eu falo com sotaque brasileiro. Não sei corrigir textos escritos em brasileiro, peço desculpa. Um Acordo que não vai ajudar nada a melhorar a escrita dos alunos nas escolas portuguesas (que a meu ver) já perdem muito tempo a ver telenovelas que não lhes ensinam nada de útil no dia-a-dia, só gera confusão. Já tentaram ler algum livro escrito em brasileiro? É completamente diferente, uma castata linda de palavras novas.
    Porque misturar? Se não somente por questões económicas… ! Porém se as alterações forem só as que publicaste neste “post” quase não haverá diferença. Aliás segundo percebi as alterações serão mais no português do Brasil do que no português de Portugal.
    Como Julianacdc referiu:
    “Como nossa língua pode ser portuguesa se ela é formada por 30 000 vocábulos indígenas e mais de 3 000 palavras trazidas pelos escravos africanos do tronco banto? Nicolau Leite acha que nosso idioma é mesmo o brasileiro e que é absurdo tentar unificar as línguas com normatizações. O português, no fundo, foi só a casa de fundação da nossa língua, que recebeu e continua recebendo influências de todos os lados, afirma.”

    🙂

    tony silva disse:
    21 maio, 2008 às 11:18 am

    não estou de acordo e pronto

    viva a língua de Camões e Saramago

    felipe123@hotmail.co.uk disse:
    26 maio, 2008 às 2:09 pm

    Muito útil discutir na internet, né? Super legal. Prova que vocês sãofodões. Pena que não tem tag prá provar isso.
    Xup@ minh@ B3nG4

    Matoso disse:
    28 maio, 2008 às 9:21 pm

    Fico muito triste com a rivalidade desnecessária que existe entre os dois países. Ao contrário do que pensam muitos portugueses, nós brasileiros não os odiamos. Acho uma pena não termos acesso à produção musical e artística portuguesa, como se tem acesso à produção brasileira em Portugal. Tenho amigos portugueses e acho que já passou da hora de acabarmos com estes ataques pessoais. Chega de tentar achar os defeitos do outro país. Vamos aprender a respeitar as diferenças. Brasil e Portugal têm seus defeitos e qualidades, como todos os outros países do mundo. Já estamos em 2008, não há mais lugar para estas brigas IDIOTAS. O acordo ortográfico é inútil, sim, mas também é uma tentativa (ainda que utópica) de unir as nações de língua portuguesa. (Sim, PORTUGUESA e não brasileira!!!) Tomemos o exemplo do espanhol, inglês e francês por exemplo…Seria um absurdo chamar a língua falada em Buenos Aires de “Argentino”, mesmo com tantas diferenças. Ou quem sabe chamar o francês de Montréal de “Canadense”…Ou ainda chamar de Neozelandês a língua falada na Nova Zelândia. Invejo estes países que deixaram a diferença social de lado para unificar, ao menos a escrita, de suas línguas. É claro que a língua falada vai continuar sendo diferente, o que é muito bonito do ponto de vista lingu[¨]ístico. Uma pena que ainda haja tanta gente teimosa por aí. Desejo que brasileiros e portugueses abandonem as desavenças coloniais. Já está mais do que na hora. ****PAZ****

    António Vieira disse:
    13 julho, 2008 às 6:57 am

    Fico muito triste que ainda hoje em Portugal se traduzam obras de escritores brasileiros. Já alguém se deu ao trabalho de comparar uma edição de Paulo Coelho, tal como é editada no Brasil com a edição em Portugal? Parece até que não falamos a mesma língua!
    O acordo ortográfico é uma ferramenta indispensável para a preservação e difusão da nossa língua.

    Ricardo disse:
    15 julho, 2008 às 9:37 pm

    Como Português, e com todo o orgulho em sê-lo vejo esta mudança com preocupação. Todas as linguas evoluem, toda a comunicação é feita através destes acordos ortográficos, bem sabemos, mas na minha opinão erradamente. Cada vez mais a Lingua Materna vai perder identidade. É um problema dos nossos governantes, como quase sempre foi que o aceitam com naturalidade. O Brasil tem mais de 1000% do nosso número de habitantes, ainda assim foi uma colónia. E os erros de vocabulário dos emigrantes levaram a construção de um dialecto que agora parece dominar a lingua primária. Sou contra. É preciso unificar se e só se nao destruir as diferentes essências, ou entao estaremos a lutar por uma identidade que na verdade não existe.

    Rebeca Oliveira disse:
    7 setembro, 2008 às 1:16 am

    Eu como estudante de LETRAS LINGUA PORTUGUESA não concordo com tais mudanças.Não acredito que isso será válido, pois são mudanças que confuduram mais ainda o falante, e não se é retirando regras que o povão vai se comunicar melhor, é dando sim educação de qualidade na lingua PORTUGUESA

    Leitor disse:
    29 setembro, 2008 às 4:38 pm

    Esta integração ortográfica que acontecerá entre países que falam o português, pois o Brasil possui aproximação com países da mesma língua e esta modificação, irá propiciar uma melhor integração entre esses países.

    márcia Freitas disse:
    1 outubro, 2008 às 2:02 pm

    olá, minha opinião sobre o acordo ortográfico é contraria acredito q com isso n teremos brasileiros + informados + sim brasileiros mal informados. como vamos cobrar como dos nossos alunos se tdo o q ensinamos durant anos d 1 h p outra cai em desuzo. O Brasil está voltando a retroceder na língua portuguesa, kd a evolução do sec.XXI.

    José disse:
    8 outubro, 2008 às 8:52 pm

    Acho que se não se faz necessária uma mudança e sim o acréscimo da tolerância às variantes em todos os países lusófonos. A aceitação das diferenças. Continuando cada qual com suas discrepâncias. Não ficando obrigado nenhum país a
    utilizar as características de outro, mas, sim, obrigado a adicionar as variações inerentes a outros.
    Afinal, li, entendi, estou me comunicando com portugueses e brasileiros sem delongas nem preocupações com a comunicação; provando, assim, que se trata de uma língua, apenas.
    Obs.: Sou brasileiro.

    Aline disse:
    19 outubro, 2008 às 1:30 am

    Olá.

    Sou Brasileira,estudante,não concordo com a reforma ortográfica que as veses parece ser apoiada por preguiça de estudar gramática.
    Pense na palavra “guitarra” não tem trema pois a pronúncia é essa,mas lingüiça e outras ficam estranhas sem trema.
    Essa é minha opinião,se acham que uma ortográfia única fácil irá fortalecer-nos perante o mundo,sei lá!

    6 podi escreve assim,u mundu todu vai axah faciu.

    gabriela disse:
    21 outubro, 2008 às 12:32 pm

    Espero que assim falemos mais parecido com os portugueses pois o geito brsileiro é muito misturado!!

    italo disse:
    19 novembro, 2008 às 1:39 pm

    muito bom

    Luis Pedro disse:
    29 dezembro, 2008 às 2:45 am

    So gostaria de desabafar isto: não será nunca um acto admnistrativo a alterar a minha lingua. A maneira como eu escrevo e toda a comunidade onde vivo e como escreviam os meus pais e como escrevem os meus filhos não será mudada só porque uns quantos senhores sentados numas poltronas decidiram.

    Fabiano Barpp disse:
    11 janeiro, 2009 às 11:24 pm

    Não gostei muito de ter um céu sem acento”ceu”; parece que estamos em algum lugar da Coréia. E o ruim disto que foi feito é que, não fomos consultados. Eu sendo Brasileiro, gostaria muito de que nosso idioma fosse bem mais próximo da nossa terra mãe Portugal.

    Carlos Eduardo Sinclair disse:
    24 janeiro, 2009 às 5:42 pm

    Bom, sou professor de Português e em nada me agrada este acordo!
    A minha opinião é que ele não facilita nada, antes dificulta! Não se deve adaptar a gramática à deficiência de conhecimento da população(falantes) em relação à ela e sim adaptar o nível de conhecimento à dificuldade, ou seja, ao invés de se gastar tempo e dinheiro assinando esses “acordos” reverter-se-ia isso em investimentos maciços em educação para que todos tivesses acesso à forma padrão, culta da Língua. É fato que a língua é dinâmica, viva, se renova a cada dia na boca e na linguagem de cada falante, mas a forma escrita deve ser padronizada. Se a forma padrão acompanhar as modificações impostas pelos falantes e usuários da língua daqui a algum tempo enviaríamos uma carta ao presidente chamando-o de “braço”, cumprimentando-o com “fala tu” e dizendo que “nóis ta iscrevenu” prá ele prá reclamar de um “bagulho frenético” ou até mesmo “norótico” e ainda por cima finalizaríamos com um amável “dolu vx”!!
    Acordem, vamos salvar nossa língua!!! Se já é difícil uma padronização em nosso próprio país devido ao seu tamanho, imagina em proporções mundiais!!!

    alex disse:
    18 fevereiro, 2009 às 7:58 am

    que tristeza… agora temos de falar como os brasileiros? enfim…

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