Dúvidas

Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre a Nova Reforma Ortográfica

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Um pequeno resumo dos pontos principais da nova reforma:

Aqui você encontra o material completo:

Guia da Nova Reforma Ortográfica da Melhoramentos

E uma dica legal: digite sua frase ou parágrafo e o Ortografa faz a correção pra você.Entre aqui

Ou visite o português exacto aqui, ele faz o mesmo que o Ortografas

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Retornar o Responder uma Ligação

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no telefone

fonte: Eduardo Martins é jornalista é autor do manual de redaçáo do OESP

Veja o que diz o Dicionário Aurélio sobre o verbo Retornar :

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Você Odia ou Odeia?

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humor do portuguesEnquanto espera na fila, é abordado por uma jovem cujo rosto, apesar de bem-cuidado, denota preocupação.

– Eu odio esperar. E o senhor?

– Eu odeio. Odeio esperar, odeio ficar em filas…

A moça fita-o de alto a baixo (não confundir com abaixo) e endireita-se na fila. Instantes depois, volta-se e questiona:

– O senhor odeia ou odia?

– Fila e espera, eu as odeio.

– E outras coisas? O senhor odia?

– Há coisas na vida que eu amo, outras que eu suporto…

– E gente que fala errado? O senhor odeia, ama ou suporta?

– Assim com olhos grandes e claros, e dentes perfeitos, como os seus, tenho tendência a adorar.

– Os olhos são naturais. Nasci com eles. Os dentes são postiços.

– Dentes postiços?! Na sua idade? Custa-me crer…

– Pois creia. Coisas do interior.

Endireita-se novamente na fila. Três ou quatro passos à frente, ele a faz voltar-se.

– A partir de hoje, passo a odiar dentistas do interior. Eles tiram dentes como quem tira…

– Não tiram só dentes não. Tiram cabaço também.

Ele se assusta diante da declaração inesperada. Olha ao redor. Ainda bem que ninguém está acompanhando a conversa. São os últimos da fila.

– Se servir de consolo, aqui, na cidade, a senhorita vai precisar mais dos dentes…

– Isso significa que o senhor não valoriza a outra parte?

– Valorizo. Claro que valorizo. Mas não exageradamente. Se você não tem…

A fila anda mais depressa. O guichê está próximo. Ela confere os papéis. Antes de ser atendida, volta-se e pergunta:

– O senhor se envolveria com uma mulher que fala errado, que tem dentes postiços e que não tem cabaço?

Quando ia responder, o funcionário grita:

– Próximo!

Ela apresenta os papéis, estende o dinheiro, confere o troco. Antes de partir, questiona:

– O senhor não deu resposta à minha pergunta.

– Próximo!

Ele não sabe se dá atenção à moça ou ao funcionário. Ela anda em direção à porta de saída.

– Próximo!

Despertado por algum instinto anti-rotina (atente no hífen), ele abandona a fila e sai à procura da jovem. Na rua, sem o menor constrangimento, grita:

– Moça sem cabaço!

Muitas mulheres se voltam por causa do chamamento, mas ele só tem olhos para a jovem que o desafiou (atente no uso do pronome átono).

– Quero dar resposta à sua pergunta…

– ?

– Tenho coragem, sim. Não importam os erros gramaticais, os dentes, o cabaço…

– Pois tenho uma surpresa para você…

– ?

– Eu disse tudo aquilo brincando.

– Brincando?! Tudo brincadeira?

– Nem tudo. Os erros de português são verdadeiros. Mas os dentes não são postiços: são naturais.

– E a outra parte?

– Acredite: ainda está no lugar.

– Mas não por muito tempo.

O HUMOR DO PORTUGUÊS

(amostra do livro)

João Batista Gomes

1. ODIAR

a) Regência – Odiar é verbo transitivo direto (exige complemento sem preposição). Por isso, não aceita o pronome átono lhe(s) como complemento.

Veja construções certas e erradas:

1. Odeio-lhe muito! (errado)

2. Odeio-a muito! (certo)

3. Odeio-te muito! (certo)

4. Odiar-lhe-ei para sempre. (errado)

5. Odiá-lo-ei para sempre. (certo)

6. Odiar-te-ei para sempre. (certo)

7. Estou sendo sincero: não lhe odeio mais. (errado)

8. Estou sendo sincero: não a odeio mais. (certo)

b) Conjugação – O verbo odiar não segue à risca, no presente, a conjugação dos verbos terminados eu -iar, deixando-se contaminar pela conjugação dos verbos terminados em -ear.

Veja aqui

Bem-Vindo – Prefixo Bem

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O adjetivo bem-vindo é composto com hífen, pois aí o advérbio “bem” passa a ter valor prefixal, fazendo parte indissociável do nome. Veja-se que não se diz “seja vindo!” – ou se é bem-vindo ou se é outra coisa. A mesma análise pode ser feita com a palavra composta

bem-sucedido [não se fala “sou sucedido”]. Em outros casos, o “bem” é um reforço: bem-disposto, bem-educado.

Por outro lado, vale saber que existe a palavra Benvindo, mas então é nome de pessoa:

Meu tio Benvindo nasceu na Bahia em 1956.

No mais, use o hífen e a devida flexão:

Bem-vindos ao X Congresso de Ecologia.

Qualquer sugestão será bem-vinda.

fonte: Maria T. de Queiroz Piacentini

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Residente À / NA Rua

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Os verbos morar, residir, situar, localizar e semelhantes são regidos pela preposição EM, deveria se usar NA e não À nos casos específicos. Mas é muito comum o uso intercambiável das preposições A e EM, como se tem visto em diversas ocasiões. Então, nessa situação se vêem ambas as formas: na rua e à rua, com preferência por esta última na forma escrita. O mesmo acontece com seus derivados morador, residente, domiciliado:

Ela reside à rua Tupi.
Jacó Silva, brasileiro, casado, domiciliado à rua Sete de Setembro, requer…
Vende-se casa [situada/sita] à avenida Salinas.
Vamos nos encontrar na sede do Partido, à R. Cristal.
Aluga-se imóvel [localizado] à Av. Central, no Kobrasol.

Na língua falada, justifica-se o uso mais freqüente de NA porque o “À” se confunde na pronúncia com e com o artigo A. Já o EM, combinado ou não com um artigo, não deixa margem a dúvidas:

Residimos na rua Tupi.
A casa está situada na avenida dos Guararapes.
Você ainda mora na mesma travessa?
A sede do Partido se localiza na rua Cristal.

Isso não quer dizer que não se possa ou não se deva escrever “Vende-se casa na Av. Central”, “residente e domiciliado na rua Botucatu”. Absolutamente! É uma boa opção. Mas por outro lado não se pode tachar de erro o emprego do “a craseado” nesses casos, uma vez que já está consagrado pelo uso… e abonado pelos gramáticos.

fonte: Maria T. de Queiroz Piacentini

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Namorar com Alguém ou Namorar Alguém?

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Na tradição da língua, o verbo namorar é transitivo direto, ou seja, seu complemento não deve acompanhar-se de preposição. Assim, os chamados “puristas” condenam a construção namorar com ela, pois o “correto” seria namorá-la. Ocorre, porém, que namorar com é o mais usual no Brasil, aparecendo mesmo em escritores recentes. Portanto, quem quiser falar conforme a língua-padrão tradicional dirá namorá-lo(a); quem não quiser fugir dos hábitos coloquiais brasileiros dirá namorar com ele (ela). Eu pessoalmente prefiro namorá-lo(a). Fica ai o criterio de cada um.

Tinha Chego ou Tinha Chegado Atrasado?

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Chego é forma inepta do particípio de chegar, que só tem forma plena (chegado), e não a forma contrata (como aceito, de aceitar). Portanto, o correto é: Tinha chegado atrasado. Dê uma chegada (não um chego) aqui.