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Vacas mugem com sotaque regional, diz estudioso

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Semana passada estive conversando com alguns alunos sobre o sotaque. Sabemos que o Brasil é um país de muitos sotaques, mas nem por isso deixamos de falar a mesma língua. Durante a conversa alguém perguntou: “Então, profe, qual é o modelo de sotaque que nós como alunos de português como língua estrangeira devemos aprender”. “Boa pergunta, respondi. E como bom Paulista, disse: Ora, com certeza o de São Paulo”.

E você, que não e de São Paulo e ensina português para seus alunos estrangeiros, concorda com isso? E vocês alunos, muitos de vocês tem professores de outras partes do Brasil. Como essa situação afeta o aprendizado de vocês?

Proponho um simples trabalho de pesquisa na net:

  1. Em 1922 se realizou em São Paulo “A Semana de Arte Moderna”.
  2. Em 1925 se realizou em Recife o Primeiro Congresso Regionalista.

A pergunta então seria: Desde o ponto de vista da língua ( e suas diferenças regionais), qual foi a proposta da Semana de Arte Moderna e do Primeiro Congresso Regionalista?

Deu na BBC Brasil (23/08/2006)

Um estudo recente da Universidade de Londres afirma que as vacas, como as pessoas ao falar, apresentam sotaques regionais distintos ao mugir.

O professor John Wells, especialista em fonética da instituição, foi investigar o assunto depois que criadores de vacas leiteiras perceberam ligeiras diferenças nos “muuuus” das vacas de diferentes regiões em seu rebanho.

“Eu passo muito tempo com as minhas vacas, e definitivamente elas mugem com um sotaque de Somerset”, disse Lloyd Green, que tem uma fazenda em Glastonbury, no oeste da Inglaterra.

“Conversei com outros fazendeiros na região, e eles também perceberam fatos semelhantes em suas vacarias. Com cachorros, também é assim, quando mais próxima a relação do dono com os animais, mais fácil é pegarem o sotaque.”

Wells afirma que também já foram identificados sotaques diferentes em passarinhos.

Para o estudioso, entretanto, o fenômeno pode ser resultado do contato com outros animais da região, não com humanos.

“Isso é bem conhecido com passarinhos. Você encontra diferenças nos gorgeios de pássaros da mesma espécie em diferentes regiões do país. Isso também pode ser fato entre as vacas”, disse Wells.

Ele diz que em pequenas populações, como rebanhos, é possível encontrar variações no dialeto que são mais afetadas pelos vizinhos mais próximos da mesma espécie.

Para Jeanine Treffers-Daller, professora de linguística da Universidade do Oeste da Inglaterra, em Bristol, o sotaque pode ser influenciado pelos parentes.

“Quando aprendemos a falar, adotamos a variação local falada por nossos pais, logo, o mesmo pode ser dito sobre o mugir das vacas do oeste inglês.”

 

Museu da Língua Portuguesa

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Conheça o Museu da Língua Portuguesa, seu ponto de encontro com a língua, a literatura e a história. Ao invés de paredes, vozes. No lugar de obras, espaços interativos.
No coração de São Paulo, na Estação da Luz, o Museu proporciona uma viagem sensorial e subjetiva pela língua portuguesa, guiada por palavras, autores e estrelas do Brasil.

 

Museu da Lingua Portuguesa

Deu no Estadão (20/003/2006):

SÃO PAULO – O Museu da Língua Portuguesa abre as portas para o público nesta terça-feira, às 10 horas. Mas a inauguração oficial acontece hoje com duas programações. Pela manhã, foi a vez da cerimônia oficial, às 11 horas, com a presença do governador Geraldo Alckmin, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro da Cultura Gilberto Gil. Às 19h30, um coquetel reúne convidados para uma apresentação especial, com a cantora Maria Bethânia, que lê um trecho do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, para os presentes.

“Esperamos que a população abrace essa instituição com carinho, pois a língua portuguesa é o elemento essencial da nossa cultura”, disse Jarbas Mantovanini, gerente do projeto, após um trabalho de três anos.

O museu, que teve um investimento de R$ 37 milhões, tem três andares e traz, dentre as muitas atrações e atividades, um mantra de expressões entoado por Arnaldo Antunes e uma emocionante exposição sobre o romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. “A exposição é interativa. Mas a importância só o tempo vai dizer”, afirmou Bia Lessa, curadora da exposição sobre o romance que faz 50 anos.

Um auditório onde se assiste a um filme sobre a importância da língua e um centro de estudos são outros exemplos. “O centro de pesquisa é a área educativa. Mas é importante lembrar que isso tudo faz parte do projeto de revitalização da Luz – duas bilheterias da CPTM ficam praticamente dentro do museu”, disse Mantovanini.

O museu funcionará das 10 às 17 horas, de terça a domingo, e a entrada sai por R$ 4,00. Estudantes pagam meia e menores de 10 anos, assim como professores da rede pública, não pagam.

Museu da Língua Portuguesa – Estação da Luz, Centro. 3.ª a dom. 10h/17h. R$ 4.

Como dica, em primeiro lugar, eu recomendaria um passeio pela seção “Língua Falada”. Lindo tema para uma conversa na aula, certo pessoal?

Estamos de casa nova!

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Enfim, encontramos um cantinho onde podemos expressar e compartilhar aquilo que mais gostamos: falar, pensar e escrever em português. Para quem tá chegando, explico que o nosso português é a nossa segunda língua. Mas nem por isso, deixamos de falar bonito com esse  idioma.

Seja bem-vindo. Aqui a hospitalidade brasileira é a mesma de sempre !!