língua

O Mundo Maravilhoso da Palavra Intraduzível

Postado em Atualizado em

Termos que só existem em outros idiomas revelam que cada língua possui uma abordagem distinta para a mesma realidade, mas suas diferenças podem ser apenas aparentestorre babel
Edgard Murano
Que o amor é complicado, ninguém questiona. Mas o povo boro, da Índia, tem vocabulário aparentemente bem mais atento às nuances desse sentimento do que muitas línguas. Para eles, onsay significa “fingir amar”; ongubsy, “amar de verdade” e onsia, “amar pela última vez”. Essa busca pelo específico também pode ser observada entre os albaneses, cuja fixação por bigodes (sim, bigodes) ganha vocabulário preciso e diversificado: madh (bigode espesso), holl (fino), rruar (raspado), glemb (com pontas afiadas) e por aí vai. São mais de dez tipos, além de 27 termos dedicados a sobrancelhas. Da mesma forma, há na língua japonesa toda uma variedade de sensações sinestésicas de difícil tradução.

É como se certos povos vissem e sentissem coisas e fenômenos a que outros não parecem atentos. No livro Tingo – O Irresistível Almanaque das Palavras que a Gente Não Tem (Conrad, 2007), o inglês Adam Jacot de Boinod compila termos e expressões de diversos idiomas, como rapanui, inuíte, alemão e japonês, cobrindo aspectos da experiência humana que os povos teriam em comum, mas a linguagem, nem tanto.

O autor defende que algumas palavras descrevem conceitos e sensações locais, e suas favoritas tendem a ressaltar um aspecto de uma cultura específica. Na variedade babélica de línguas, chama a atenção a capacidade de determinados vocábulos sintetizarem idéias complexas, peculiares.

É o caso de iktsuarpok, que em inuíte (idioma da nação indígena inuíte, da região de Québec, Canadá) significa “ir muitas vezes à porta de casa para ver se a pessoa vem vindo”; ou do termo holandês plimpplamppletteren, “fazer uma pedra chata ricochetear na superfície da água o maior número de vezes possível”; e até da palavra-título tingo, que em rapanui (idioma polinésio da Ilha de Páscoa, território chileno ao sul do Pacífico) é “pedir emprestadas uma a uma as coisas da casa de um amigo até não sobrar nada”.

Para continuar lendo o artigo entre aqui

Fonte: Revista Língua

Agora é pra Valer:Parlamento Português aprova acordo ortográfico

Postado em Atualizado em

De Lisboa para a BBC Brasil

Acordo é primeiro passo para internacionalização da língua

Passados 16 anos desde a assinatura, Portugal aprovou nesta sexta-feira o acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos.

Apesar de polêmico, o texto foi aprovado por deputados de todos os quadrantes políticos – desde o CDS à direita, até o Bloco de Esquerda – com três votos contra e muitos deputados abandonando o plenário durante a votação.

As mudanças na forma de escrever o idioma em Portugal vão valer dentro de seis anos, enquanto no Brasil os livros escolares deverão ser mudados até 2010.

Questionado sobre o acordo, o escritor José Saramago, prêmio Nobel de literatura, optou por não entrar em polêmica: “Vou continuar escrevendo do mesmo jeito. Isso agora vai ser com os revisores”.

Vitória brasileira?

Houve grande polêmica em Portugal. A iniciativa contrária à reforma com maior impacto no país foi uma petição na internet, que tentava convencer parlamentares a votar contra o acordo.

O documento, que criticava a proposta por entender que este significava que Portugal cedia aos interesses brasileiros, teve mais de 35 mil assinaturas desde o início do mês, grande parte delas de intelectuais.

“A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo”, afirmou o deputado Mota Soares, do partido CDS.

Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição – Zita Seabra e Vasco Graça Moura – não estavam no plenário na hora da votação.

Zita Seabra disse que, como é proprietária de uma editora, havia conflito de interesses para votar o texto.

Leia o resto deste post »

Prêmio OFF FLIP para contos e poesias

Postado em

off flipJá estão abertas até 21 de maio as inscrições para o III Prêmio OFF FLIP de Literatura. Podem participar autores de qualquer nacionalidade residentes no Brasil e brasileiros que residem no exterior. Este ano as inscrições serão estendidas também a autores de países lusófonos.

Para informaçoes visite : OFF FLIP e regulamento

Você Odia ou Odeia?

Postado em

humor do portuguesEnquanto espera na fila, é abordado por uma jovem cujo rosto, apesar de bem-cuidado, denota preocupação.

– Eu odio esperar. E o senhor?

– Eu odeio. Odeio esperar, odeio ficar em filas…

A moça fita-o de alto a baixo (não confundir com abaixo) e endireita-se na fila. Instantes depois, volta-se e questiona:

– O senhor odeia ou odia?

– Fila e espera, eu as odeio.

– E outras coisas? O senhor odia?

– Há coisas na vida que eu amo, outras que eu suporto…

– E gente que fala errado? O senhor odeia, ama ou suporta?

– Assim com olhos grandes e claros, e dentes perfeitos, como os seus, tenho tendência a adorar.

– Os olhos são naturais. Nasci com eles. Os dentes são postiços.

– Dentes postiços?! Na sua idade? Custa-me crer…

– Pois creia. Coisas do interior.

Endireita-se novamente na fila. Três ou quatro passos à frente, ele a faz voltar-se.

– A partir de hoje, passo a odiar dentistas do interior. Eles tiram dentes como quem tira…

– Não tiram só dentes não. Tiram cabaço também.

Ele se assusta diante da declaração inesperada. Olha ao redor. Ainda bem que ninguém está acompanhando a conversa. São os últimos da fila.

– Se servir de consolo, aqui, na cidade, a senhorita vai precisar mais dos dentes…

– Isso significa que o senhor não valoriza a outra parte?

– Valorizo. Claro que valorizo. Mas não exageradamente. Se você não tem…

A fila anda mais depressa. O guichê está próximo. Ela confere os papéis. Antes de ser atendida, volta-se e pergunta:

– O senhor se envolveria com uma mulher que fala errado, que tem dentes postiços e que não tem cabaço?

Quando ia responder, o funcionário grita:

– Próximo!

Ela apresenta os papéis, estende o dinheiro, confere o troco. Antes de partir, questiona:

– O senhor não deu resposta à minha pergunta.

– Próximo!

Ele não sabe se dá atenção à moça ou ao funcionário. Ela anda em direção à porta de saída.

– Próximo!

Despertado por algum instinto anti-rotina (atente no hífen), ele abandona a fila e sai à procura da jovem. Na rua, sem o menor constrangimento, grita:

– Moça sem cabaço!

Muitas mulheres se voltam por causa do chamamento, mas ele só tem olhos para a jovem que o desafiou (atente no uso do pronome átono).

– Quero dar resposta à sua pergunta…

– ?

– Tenho coragem, sim. Não importam os erros gramaticais, os dentes, o cabaço…

– Pois tenho uma surpresa para você…

– ?

– Eu disse tudo aquilo brincando.

– Brincando?! Tudo brincadeira?

– Nem tudo. Os erros de português são verdadeiros. Mas os dentes não são postiços: são naturais.

– E a outra parte?

– Acredite: ainda está no lugar.

– Mas não por muito tempo.

O HUMOR DO PORTUGUÊS

(amostra do livro)

João Batista Gomes

1. ODIAR

a) Regência – Odiar é verbo transitivo direto (exige complemento sem preposição). Por isso, não aceita o pronome átono lhe(s) como complemento.

Veja construções certas e erradas:

1. Odeio-lhe muito! (errado)

2. Odeio-a muito! (certo)

3. Odeio-te muito! (certo)

4. Odiar-lhe-ei para sempre. (errado)

5. Odiá-lo-ei para sempre. (certo)

6. Odiar-te-ei para sempre. (certo)

7. Estou sendo sincero: não lhe odeio mais. (errado)

8. Estou sendo sincero: não a odeio mais. (certo)

b) Conjugação – O verbo odiar não segue à risca, no presente, a conjugação dos verbos terminados eu -iar, deixando-se contaminar pela conjugação dos verbos terminados em -ear.

Veja aqui

Dossiê:Línguas do Brasil

Postado em

iphanVocê conhece o IPHAN? Bom, IPHAN significa: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Eles tem uma publicação eletrônica que vale a pena conhecer. É a Revista do IPHAN. Sua última publicação traz una serie de reportagens   sobre a variedade linguística no Brasil e suas implicâncias  na nossa sociedade. Abaixo um trecho da reportagem Diversidade Verde Amarelo

Mais de 200 línguas, além do português, são faladas no Brasil: cerca de 190 línguas indígenas e 20 línguas de comunidades descendentes de imigrantes. Mas, além delas, é preciso conferir visibilidade também às variações no próprio modo de falar o português. “Todos esses contextos bilíngües são de alguma forma também “bidialetais”, pois contemplam alguma variedade de baixo prestígio do português ou de outra língua lado a lado com a variedade de português convencionada como padrão”, lembra Marilda Cavalcanti, professora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp…

Vale a pena conferir. Para visitar a página entre aqui

Palavrões da Língua Portuguesa

Postado em Atualizado em

Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconióticopensativo nada mais é do que o indivíduo acometido pela doença pulmonar chamada de pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose ou pneumoconiose.
Total de letras: 46

Anticonstitucionalissimamente – advérbio que descreve algo que é feito contra os princípios da Constituição.
Total de letras: 29

Oftalmotorrinolaringologista – médico especialista em doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.
Total de letras: 28

Inconstitucionalissimamente – advérbio sinônimo de anticonstitucionalissimamente.
Total de letras: 27

Etilenodiaminotetracetico – ácido conhecido como poderoso reagente.
Total de letras: 25

Metilcloroisotiazolinona – é um conservante químico usado em vários produtos da indústria farmacêutica e de alimentos.
Total de letras: 24

Eletroencefalograma – é um exame usado para o diagnóstico e acompanhamento de várias doenças do sistema nervoso.
Total de letras: 19

Ceratoconjuntivite – tipo de inflamação na córnea.
Total de letras: 18

Sugestionabilidade – é uma qualidade psicológica que define a disposição de alguém para receber uma idéia e ser por ela influenciado.
Total de letras: 18

Paralelepípedo – é um prisma cuja base é um paralelogramo.
Total de letras: 14

Para saber mais entra aqui

1ª Olimpíada de Língua Portuguesa

Postado em Atualizado em

lingua portuguesaEstão abertas, até 14 de abril, as inscrições para a primeira edição da Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro. Realizado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela fundação Itaú Social (FIS), o concurso tem o objetivo de melhorar o ensino da leitura e da escrita nas escolas do país.

O torneio é dividido em três categorias. A primeira é direcionada aos alunos da 4ª e 5ª séries ou 5º e 6º anos. Nela, os estudantes deverão escrever textos em forma de poesia. Na segunda modalidade, as redações devem transcorrer sobre memórias.

Nesta, podem participar alunos das 7ª e 8ª séries ou 8º e 9º anos. Na terceira categoria, voltada para estudantes do Ensino Médio, os textos devem ser artigos de opinião. Em todos os casos, o tema base para as redações é “O Lugar Onde Vivo”.

A olimpíada é dividida em cinco etapas: escolar, municipal, estadual, regional e nacional. A etapa escolar recebe textos até 18 de agosto. A regional acontece em 8 de setembro. Já as três últimas fases serão realizadas, respectivamente, em outubro, novembro e dezembro. Os 500 alunos que chegarem até a etapa regional ganharão medalhas de bronze e livros. Já os 150 estudantes que alcançarem a última fase serão agraciados com medalhas de prata e aparelhos de som portáteis. Por fim, os 15 alunos, e seus respectivos professores, que vencerem a última etapa, nacional, receberão medalha de ouro, computadores e impressoras. Entre os vencedores serão cinco de cada categoria.

Para se inscrever, primeiramente as redes de ensino devem aderir ao concurso. Depois, as escolas e os professores devem fazer o cadastro online.

Mais informaçóes aqui

Fonte: Gestão CT